Política

Empresa agora quer 50% a mais para realizar estudo da ponte do Mary Dota

Da Redação
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A Prefeitura de Bauru tenta convencer a única empresa habilitada para a licitação, que visa contratar estudo para a reforma da ponte do Mary Dota, interditada desde de 2003, a reduzir a proposta apresentada ontem de R$ 60 mil para o serviço. O valor é 50% maior que a oferta da própria EPT - Engenharia e Pesquisa e Tecnológica, de São Paulo, no processo anterior, cancelado após erros na elaboração do edital pela administração.

A divulgação da proposta financeira da EPT ocorreu no início da noite de ontem pela Comissão de Licitação. A prefeitura aumentou a reserva de verba para contratar o estudo da ponte de R$ 15 mil para R$ 50 mil na nova licitação. A administratação alegou que no processo anterior foram incluídos serviços que já estavam disponíveis.

A Comissão de Licitações da prefeitura promoveu ontem a abertura dos envelopes com a documentação e as propostas de preço das empresas Consultoria e Programas de Engenharia e Estruturas S/S), a Copen de São Carlos, e EPT - Engenharia e Pesquisa e Tecnologia S/A, de São Paulo, únicas interessadas em elaborar o estudo para reforma da ponte Ayrton Senna, que deveria ligar o núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1.

“Após análise dos documentos, a Comissão de Licitações da Prefeitura decidiu inabilitar a Copen, pois a empresa não apresentou autenticação da certidão de capacitação técnica e o seu balanço anual não contava com assinatura de um dos sócios. A Copen abriu mão de prazo de recurso e os trabalhos tiveram seqüência com a análise técnica da empresa habilitada, a EPT”, informa assessoria de imprensa do governo.

Mas o preço ofertado pela EPT, de R$ 60 mil, superior aos R$ 50 mil reservados pela administração, gerou uma proposta 50% acima do anterior, o que levou a comissão a solicitar redução do valor. “O representante da empresa presente à abertura dos envelopes informou que não possuía autonomia para diminuir o valor, mas informou que levará a proposta para a direção da EPT. A administração municipal irá aguardar a resposta para definir qual decisão será tomada”, cita a assessoria.

A prefeitura convidou 24 empresas para participar do processo, mas apenas a Copen e a EPT cumpriram um dos itens obrigatórios do edital, que era o de visitar a ponte para vistoria técnica

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