Aos 19 anos, Isabela (nome fictício para preservar a vítima) conhece de perto a violência doméstica. Desde pequena, enfrenta problemas com o pai alcoólatra. Na última briga, os dois acabaram se agredindo fisicamente. “Ele tentou me estrangular. Na hora, fiquei surpresa e minha reação foi de revidar. Estava tentando me defender”, conta.
Nas pernas e braços, ficaram marcas da violência. Em meio aos problemas que enfrentou durante anos, Isabela tentou suicídio cinco vezes tomando veneno. “Acabei me agredindo porque não queria mais viver. Quando tentei o suicídio pela última vez, vi que não valia mais a pena me machucar tanto assim”, frisa Isabela.
Com ajuda psicológica há mais de um ano, ela conseguiu tomar uma decisão importante em sua vida. Ontem mudou-se de casa e vai começar uma nova etapa. “Resolvi que não vou mais sofrer por outra pessoa. Quero cuidar de mim”, diz Isabela.
Desfazendo as malas e arrumando seu novo quarto, a garota lembra-se de fatos que a magoaram. “Meu pai prometeu que nunca mais iria beber. Mas ele não manteve a palavra”. Ela conta que chegou a levar o pai para fazer tratamento médico, mas ele não conseguiu parar com o vício.
Apegando-se a seus novos planos, Isabela quer esquecer o passado. “Vou continuar trabalhando e pensando em meu futuro”, planeja.