Politicando

Altissonantes termos


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Enquanto nas altas camadas da Câmara e do Senado correm boatos de ganhos indevidos, no baixo clero dos Vereadores a coisa às vezes fica preta. Em 198l o presidente da Câmara de Bauru, professor Rodolpho Pereira Lima, teve que solicitar ao Assessor Jurídico Abílio Pinheiro Chagas um parecer, pois havia um diz-que-diz-que na cidade que havia irregularidades nos “adiantamentos” que ele, como presidente da Mesa, fazia a vereadores e funcionários.

Somente depois de minucioso parecer do Abílio, de que não havia a menor sombra de ilegalidade no ato, é que Rodolpho pôde continuar a emitir os famosos “vales quebra galhos” para os nobres Edis.

Assim foi que, lá pela altura dos décimos quintos ou vigésimos dias de cada mês , o altaneiro e nobre diálogo financeiro parlamentar recomeçava, mais ou menos nos altissonantes termos:

- De quanto Vossa Exa precisa, dr Rui. - De trezentos mangos, Exa. - Nihil obstat. Passe na tesouraria, nobre Edil. - Os credores agradecem, Nobre Presidente...

Contada por Rui Bertoti

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