Polícia

Atividade é classificada com base na área de atuação e preço

Rita de Cássia Cornélio
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No mundo da prostituição, há classificação dependendo da região de atuação e da renda que se consegue com os programas amorosos. As garotas que trabalham na região central, inclusive no Calçadão da Batista de Carvalho, atendem mais os idosos, especialmente os aposentados. Por isso, são classificadas como prostitutas pobres.

São mulheres que cobram cerca de R$ 15,00 pelo programa amoroso. Já as prostitutas que atuam na zona sul e na região do Parque Vitória Régia cobram de R$ 30,00 a R$ 50,00 por programa. Elas são as prostitutas classificadas como classe superior. Já as de elite são as que trabalham em casas especializadas.

As mulheres que ficam sob os viadutos nas rodovias que cortam Bauru são as prostitutas turistas. Recebem esta classificação por atenderem caminhoneiros, o que exige delas percorrer a rodovia com os clientes. Elas cobram de R$ 15,00 a R$ 30,00 por programa.

Polícia vai agir

O delegado J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), disse que desconhecia a presença de menores prostituindo-se na região da rua Henrique Savi. “Se soubesse, já tinha tomado providência. Nós vamos tomar providência em conjunto com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que é competente para instaurar e indiciar pessoas que favorecem a prostituição. Neste caso haveria até corrupção de menores”, diz.

Cardia explica que dispor do próprio corpo é um direito de cada um, portanto não configura crime. No entanto, quem tira proveito disso pode ser indiciado por favorecimento à prostituição. “Para configurar prostituição há necessidade da habitualidade. Temos que comprovar que não é ocasional”, ressalta.

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