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Empresários prevêem crescimento menor em 2006

Folhapress
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Rio de Janeiro - O empresariado está menos otimista em relação ao rumo dos negócios em 2006, revela a Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa apresenta um quadro de piora nos investimentos, no faturamento, nas exportações e no mercado de trabalho.

De acordo com a pesquisa, a proporção de empresas que esperam melhora ou crescimento em itens como situação dos negócios e investimento ainda supera a dos que estimam piora, mas as previsões ficaram aquém das realizadas em outubro do ano passado. Segundo a FGV, o quadro de respostas indica que o empresariado espera crescimento a taxas moderadas em 2006.

A proporção de empresas que esperam aumento do faturamento no ano seguinte passou de 83% em outubro de 2004 para 72% nesta edição da pesquisa. A redução ocorreu em todas as categorias de uso: na de bens de consumo, houve queda de 83% para 66% no período, em bens de capital (máquinas e equipamentos), de 86% para 54%, na de material de construção, de 80% para 69%, e na de bens intermediários (insumos industriais), de 87% para 76%.

A avaliação dos empresários em relação à situação dos negócios atingiu o pior patamar da série histórica iniciada em 2002. Segundo a FGV, esse quesito é associado ao conjunto de indicadores micro e macroeconômicos que sintetizam a percepção dos empresários sobre a saúde e a vitalidade das empresas e dos setores em que atuam.

O percentual de empresários que apostam em melhora da situação dos negócios caiu de 67% para 44%. A queda mais drástica ocorreu no segmento de material de construção, cuja taxa passou de 63% para 26%. Com a adoção de uma perspectiva mais cautelosa para o rumo dos negócios no próximo ano, o empresário está menos disposto a contratar.

Segundo a FGV, “os prognósticos indicam um arrefecimento do ritmo de expansão do emprego industrial em 2006, após dois anos de fraca recuperação’’. O percentual dos que pretendem contratar mais do que demitir passou de 47% para 30%. Já os que pretendem reduzir a mão-de-obra subiram de 6% para 16%.

O pior resultado ocorreu no segmento de material de construção, em que a proporção dos que pretendem contratar mais caiu de 38% para 7%. Segundo a pesquisa, as exportações também deverão perder fôlego em 2006. As expectativas em relação às exportações são as menos favoráveis desde o início da série histórica em 2002: 53% das empresas projetam crescimento do valor exportado contra 63% em igual período do ano passado.

O setor de bens de capital, que possui a maior participação de exportações em relação às vendas, teve sus previsões de aumento reduzidas de 91% para 16%. Apesar da valorização do real, as expectativas de importação são mais modestas do que as do ano passado. Do total, 29% das empresas pretendem importar mais, contra 43% em outubro do ano passado.

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