Economia & Negócios

Funcionários do Banespa realizam campanha por garantia de emprego

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Para tentar pôr fim às demissões de funcionários do Santander/Banespa, que na cidade emprega 150 pessoas em suas quatro agências, o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região está fazendo uma série de manifestações. Na manhã de ontem, sindicalistas distribuíram panfletos nas portas das agências, informando os clientes sobre a situação dos funcionários da rede bancária.

Entre as reivindicações está a manutenção da cláusula de garantia de emprego, que termina no próximo dia 30. “Para conseguir essa cláusula, abrimos mão de reajuste salarial”, revela Leonilda Campos, dirigente do sindicato.

Segundo ela, que há 20 anos trabalha no banco, se a cláusula for mesmo encerrada, muitos podem perder o emprego. “Todos estão ameaçados, mas o principal alvo são aqueles com mais tempo de casa”, adverte.

Desde que foi privatizado, o Banespa diminuiu seu quadro de 22 mil funcionários para 14 mil. Hoje, será feita a leitura em voz alta de um manifesto dos funcionários em frente a todas as agências da instituição. No dia 30 os empregados farão uma paralisação de uma hora, atrasando o início das atividades do banco para as 11h30.

Anteontem, a juíza da 2ª Vara do Trabalho de Bauru, Gisele Pasotti Fernandes Flora Pinto, determinou que o Banespa devolva os valores descontados indevidamente de seus funcionários em decorrência da greve dos bancários, ocorrida entre 6 e 11 de outubro.

De acordo com o sindicato, o banco descumpriu cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho e, no último dia 18, descontou os dias da greve de diversos funcionários. Em seu despacho, a juíza estipulou multa mensal de R$ 1.000,00 por funcionário que tenha sofrido o desconto, caso a instituição financeira não o cancele.

Para o sindicato, “a decisão judicial é mais uma vitória contra os desmandos da diretoria do banco espanhol Santander, que insiste em descumprir a legislação brasileira”. A assessoria de imprensa do banco diz que a diretoria não comenta assuntos que estão na Justiça.

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