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Policial do Deic é preso acusado de seqüestrar assaltante do BC

Folhapress
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São Paulo - Mais um policial civil de São Paulo foi preso acusado de participar da seqüestro de Luís Fernando Ribeiro, 26 anos, o Fê ou Fernandinho, suspeito de envolvimento no furto de R$ 164,8 milhões do Banco Central (BC) de Fortaleza.

O agente policial Alessandro Pereira Nunes, da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), teve a prisão temporária na segunda-feira. Fê foi seqüestrado quando entregava seu carro -uma picape Montana blindada- ao manobrista de uma casa noturna em Pinheiros (zona oeste de São Paulo), no dia 8 de outubro. Segundo o diretor do Deic, Godofredo Bittencourt, Nunes é suspeito de participar da captura de Fê e de pegar o dinheiro do resgate - de R$ 2 milhões -, pago no dia seguinte pelo advogado do suspeito.

A participação de Nunes foi descoberta por outros policiais do próprio Deic, que investigavam o caso junto com a Corregedoria da Polícia Civil. De acordo com Bittencourt, existem evidências de que ele estava na região da rodovia Raposo Tavares no hora em que o resgate foi pago. Nunes já havia trabalhado no 43º DP (Cidade Ademar), mesma delegacia onde trabalhava outro suspeito de participar do crime, o também agente policial Sérgio Antônio dos Santos, que está na cadeia desde 27 de outubro.

O outro policial envolvido é o ex-escrivão Renato Cristóvão. O corpo de Fê foi encontrado no dia 20 de outubro, em Camanducaia (MG). Ele teria sido torturado e morto no mesmo dia do pagamento do resgate. Traficante na região do Capão Redondo (zona sul), Fê teria contribuído com R$ 500 mil, usados no furto. Sua parte, de acordo com a Polícia Federal, teria sido de R$ 25 milhões.

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