Tribuna do Leitor

Discordar não é atacar


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Lamentável a postura e a escrita dura em que se referiu o sr. Daniel Estevan nesta coluna, em 20/11, a respeito do lançamento do livro “Reforma do Idioma Português - Proposta não utópica”.

É seu direito expressar o seu ponto de vista e discordar da proposta, mas faltaram-lhe sensibilidade e cuidado ao se referir à pessoa do autor, de forma pejorativa e deselegante quando questiona seu profissionalismo. Talvez o que este sr. não saiba é que este mesmo autor, além de funcionário público, já teve outras publicações sobre o assunto, e não é apenas um curioso, mas um estudioso á respeito de gramática e da nossa língua.

Citar a reforma comparando-a com a cota para negros referindo-se como utopia é no mínimo desconsiderar a luta por mudanças e dar demonstrações claras de preconceitos. O que não fica bem para alguém que defende a união dos estados e do país na defesa de direito a uma língua. Citando inclusive a facilidade que nosso idioma dá para o uso das palavras provou que não sabe usá-lo bem. Defender pontos de vista sim, menosprezar pessoas e suas funções, Não.

Se o sr. Daniel tentou diminuir a proposta do autor Martins, usou a forma mais ingênua e precipitada, pois antes de julgá-lo deveria conhecê-lo um pouco mais. Reservando-se o direito de discordar, mas sem usar argumentos superficiais e ácidos.

Rosa C. Sasso - RG 24.671.360.4

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