A auditoria nas contas do grêmio de funcionários da Câmara Municipal de Bauru, decidida em assembléia realizada anteontem, pode ser dificultada pela falta de documentos. A atual diretoria informou que, desde abril, quando tomou posse, nenhum documento referente às contas foi entregue pela diretoria anterior.
Foi dado um prazo de 24 horas para que o ex-presidente do grêmio Arnaldo Geraldo entregue os documentos, mas a atual presidente, Lenir Corrêa Machado, não acredita que isso ocorra. “Esperamos esses documentos há seis meses e até agora não foram entregues”, diz.
Mesmo que os documentos não sejam enviados ao contador, a auditoria deve ser feita com outros meios. Após o levantamento, será realizada uma nova assembléia com os sócios do grêmio para divulgar os resultados e decidir o que deve ser feito.
O presidente do Legislativo, vereador Toninho Garmes (PSDB), afirmou que o grêmio é independente da Câmara Municipal e descartou qualquer punição ao ex-presidente do grêmio Arnaldo Geraldo. De acordo com Garmes, o cargo ocupado por Geraldo – assessor parlamentar – é de confiança, cabendo ao vereador que o indicou, José Carlos Batata (PT) decidir se demite ou não o funcionário.
No entanto, o presidente afirmou que se o problema começar a atingir o Legislativo de alguma forma, tomará medidas enérgicas. “Como presidente eu tenho obrigação de defender a instituição Câmara Municipal. Se começar a respingar alguma coisa na Câmara, aí eu tomo providências, aí cabeças vão rolar”, diz. Constam informações de que a diretoria anterior do grêmio teria efetuado empréstimos pessoais a terceiros.