Polícia

Prisões causam reações em cadeia

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Prender o microtraficante não é o objetivo principal da Delegacia de Investigações sobre Entorpecente (Dise), segundo o delegado José Henrique Gomes dos Santos, titular da delegacia. Para ele, a prisão de vários traficantes grandes da cidade, os chamados de “tops”, nos últimos anos colocou a situação num patamar aceitável.

Mas Santos ressalta que, no combate às drogas, a prevenção ainda é mais importante que a repressão. Com este objetivo, ele cita a necessidade de famílias estruturadas, muito diálogo entre pais e filhos, imposição de limites e informações esclarecedoras sobre as drogas em doses certas.

É nesse sentido que a Dise trabalha com prevenção e repressão, avisa. “A situação da cidade está sob controle”, diz. Mas, se a família já tem um dependente de drogas em casa, não deve abandoná-lo, afirma. “É muito importante o papel da família. Ela deve encaminhar para o tratamento e fazer o acompanhamento. Não desistir é a palavra de ordem”, diz ele, que recomenda a busca de tratamento.

“Há tratamentos particulares e públicos. Em Bauru, o Centro de Apoio Psicossocial a Alcoolistas e Drogados faz este atendimento. O viciado é um doente que precisa ser tratado”, ressalta. A Dise também desenvolve campanhas de conscientização nas escolas, empresas e na comunidade.

O mundo das droga, que aceita pessoas de todas as classes sociais, também é discriminatório quando deixa de fora os usuários que não têm dinheiro para adquiri-la. “Aqueles que pertencem a classes sociais menos privilegiadas se envolvem com a criminalidade. Iniciam com pequenos furtos, mas rapidamente chegam aos homicídios”, diz Santos.

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