Nacional

Record perde recurso por ‘demonizar’ cultos

Folhapress
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O Tribunal Regional Federal negou ontem provimento a recurso da Record e da Rede Mulher contra liminar que concedeu, em maio, direito de resposta ao movimento negro em ação que acusa as duas TVs de “demonizar” os cultos afro-brasileiros. As emissoras vão recorrer no Superior Tribunal Federal.

A ação civil pública contra as emissoras foi proposta pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Intecab) e pelo Ministério Público Federal. Em maio, a Juíza Federal Marisa Cláudia Gonçalves Cucio concedeu antecipadamente a exibição de um programa com duração de uma hora durante sete dias, além de três chamadas diárias na grade de programação e multa de R$ 10 mil no caso de não cumprimento da decisão.

O programa de resposta já foi gravado e conta com a participação de sacerdotes e sacerdotisas das religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé. O programa foi produzido em formato de debate com outras entidades religiosas e organizações do movimento negro, além de contar com a presença de acadêmicos e juristas como Dalmo Dallari e dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo.

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