A ceia de Natal deste ano está mais salgada. As aves típicas das festas natalinas, prato principal da ceia, estão até 12% mais caras, na comparação com o ano passado. Segundo os fabricantes, o preço repassado aos comerciantes é o da inflação acumulada durante o ano. Mesmo com a alta, as redes de supermercados esperam aumento de até 35% nas vendas de produtos natalinos.
A Sadia confirmou reajuste de 7% a 8%. Outras marcas divulgam aumento de 5%. “Mas tem empresa pedindo até 22%”, revela Paulo Sanches, gerente de compras de uma rede supermercadista de Bauru. Ele garante que ainda não fechou com empresas que estão praticando preços 15% mais elevados que os do ano passado.
“Vamos travar uma luta hercúlea contra esses reajustes abusivos, para não prejudicar os nossos clientes”, conta. Apesar de admitir um repasse que pode chegar a 15% no valor final de alguns produtos, o gerente está otimista, esperando incremento de 8% a 10% nas vendas deste Natal.
O peru, carne mais tradicional da festa, está perdendo espaço para outras “variações” de aves natalinas. Mais baratas, elas caíram no gosto popular. “Já há dois anos as aves festivas natalinas superam o peru nas vendas”, revela Sanches. Sobre os outros produtos, o gerente informa que as frutas importadas estão com os preços estabilizados desde 2003.
Os consumidores que já estão planejando as compras para a ceia, dão a dica: “Vou comprar um peru menorzinho”, diz o aposentado Estefânio Dekon, que pretende ter outras carnes à mesa. “Como também vamos ter leitoa e pernil, não precisa ter um peru muito grande”, conta e aposta que os maiores vão sobrar nas gôndolas. Neusa Maria Dias critica o aumento. “Esperamos o Natal para comer peru. Aí chega a época e eles sobem o preço”, diz.
Vendas
Apesar do aumento do preço das aves natalinas, as redes estão apostando alto nas vendas para as festas. Com cinco lojas em Bauru, uma rede de supermercados consultada espera obter faturamento 30% maior que em 2004. Segundo a assessoria de imprensa, a estratégia da empresa é oferecer os produtos de Natal com antecipação, permitindo uma negociação mais ampla com o fornecedor. No setor de carnes natalinas, a rede espera aumentar em 12% as toneladas vendidas no ano passado.
Para este ano, um hipermercado com unidade em Bauru espera alcançar acréscimo de 35% nas vendas em relação a 2004 na categoria de aves natalinas. A expectativa é de que somente as vendas de peru devam aumentar cerca de 30%.
Para atender o movimento nas lojas, que deve subir conforme as vésperas das festas forem chegando, as redes já avaliam estender o horário de funcionamento. Os supermercados Confiança estudam a abertura de todas as suas lojas até meia-noite na semana que antecede o Natal. O Wal-Mart fecha somente à meia-noite até o dia 23 de dezembro e as lojas do Pão de Açúcar de Bauru ainda não definiram o horário diferenciado.
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Árvores
Você sabe quanto custa uma árvore de Natal? Apenas 5 quilos de alimento não perecível. Esse é o preço de uma ponta de pinheiro que a 2.ª Companhia da Polícia Ambiental irá oferecer neste Natal.
Desde 1997, a campanha “Natal Sem Fome” troca ponteiros por alimentos e seleciona até três instituições de caridade de Bauru para receber as doações.
“É uma das campanhas de Natal solidário mais antigas da região”, garante o capitão da companhia, Marcelo Sanches. Em 2004, foram distribuídas cerca de 350 pontas de pinheiro, que são recolhidas na floresta de uma empresa, na região de Agudos.
A campanha de 2005 está prevista para começar no dia 5 de dezembro e a troca poderá ser efetuada na sede da companhia, na avenida Rodrigues Alves, 38-138. A entrega para as instituições, que ainda serão escolhidas, está prevista para acontecer no dia 19 de dezembro.
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Fala-povo
“Quanto você pretende gastar na ceia de Natal?”
“Ainda não fiz as contas porque não sei quantas pessoas virão para a ceia”
Célia Pinzan, 56 anos, dona de casa
“Esse ano eu vou viajar no Natal. Não vou gastar com a ceia, só com a viagem”
Rose Camargo, 41 anos, professora
“Ainda não calculei, vou começar a pensar mais para frente. Mas espero manter o que gastei o ano passado. O salário se manteve”
Maria Helena, 45 anos, dona de casa
“Ainda não sei. Precisamos definir o cardápio para começar o planejamento. E não pode faltar a pesquisa de preços”
Conceição Veronezi, 64 anos, aposentada
“Esse ano não vou gastar nada. Vou cear na casa do meu filho
Ercília Bertholdi Alves, 77 anos, dona de casa
“Esse ano não vou gastar nada. Vou cear na casa do meu filho
Ercília Bertholdi Alves, 77 anos, dona de casa
“Eu espero conseguir manter os gastos do ano passado, que foram em torno de R$ 350,00. Vamos receber a família, umas 12 pessoas”
Rui Emanoel Rodrigues, 56 anos, aposentado