Em se tratando de estética e cuidados com a beleza, até mesmo as modelos e as magras desejam retirar gorduras localizadas, os famosos “pneus” ou “dobrinhas” no corpo – nada que a balança acuse, mas que para muitas mulheres, e alguns homens, são indesejáveis.
Especialmente para esse público, a medicina estética desenvolveu a hidrolipoclasia aspirativa, também conhecida como minilipo. Versão reduzida da lipoescultura, a técnica é indicada para pessoas que não possuem grandes acúmulos de gordura, sendo realizada em clínicas médicas, explica a médica e nutróloga Daniela Hueb.
Segundo ela, o procedimento dura cerca de uma hora e não há necessidade do paciente interromper suas atividades diárias. A técnica é simples. “A gordura localizada é retirada com uma cânula fina, com cerca de três milímetros de comprimento”, explica Hueb. “Aplicamos um anestésico juntamente com soro fisiológico. A célula de gordura fica encharcada, estoura e vira uma emulsão, a qual é retirada com uma seringa”, diz.
Uma das principais vantagens da minilipo é que o método requer apenas anestesia local, sem necessidade de sedação. “A lipoaspiração tradicional é mais difícil e a pessoa fica com um número maior de hematomas do que a minilipo, que produz menos sangramento”, diz Hueb, ressaltando que o procedimento só pode ser realizado por médicos especializados.
‘Gordurinhas’
De acordo com Hueb, a minilipo pode ser aplicada em qualquer área de corpo. As mais visadas são as “gordurinhas” acumuladas no abdômen, culote, papada do rosto, mandíbula e flancos, os “pneuzinhos” salientados pelas calças de cós baixo.
De acordo com a médica, outro problema é a “gordurinha” instalada na região localizada embaixo das axilas, que para algumas mulheres é evidenciada com o uso do sutiã; e embaixo das axilas, que forma uma espécie de “almofadinha”, observa. “Essa região incomoda algumas mulheres que querem usar blusinhas justas e com alças”, diz.
Recentemente, a gerente administrativa Éllida Freitas Miranda, 25 anos, realizou um desejo: eliminar “pneuzinhos” do culote. “Era uma ‘coisinha’ boba, mas incomodava, principalmente quando usava biquíni. O procedimento foi muito simples”, comemora ela, com alguns centímetros a menos e a auto-estima mais elevada.
Assim como Éllida, muitas pessoas buscam corrigir pequenas “imperfeições” e eliminar gorduras localizadas, principalmente no verão, ressalta Hueb. “Nessa época, todos querem estar lindos para ir para a praia”, comenta.
Só para magras?
Embora a minilipo seja indicada para os magros, a técnica também pode ser aplicada em pessoas que estão acima do peso, destaca Hueb. “Durante o procedimento, é retira um volume pequeno de gordura. No caso dos mais gordinhos, é possível fazê-lo, mas em várias etapas”, diz.
A técnica é recomendada para pessoas acima de 17 anos. Mulheres grávidas, portadores de doenças crônicas descompensadas – como diabetes e hipertensão arterial – ou pessoas alérgicas à anestesia não podem fazer a cirurgia, enfatiza Hueb.
A minilipo não exige que o paciente fique internado, são necessários alguns cuidados básicos, avisa Hueb. Entre eles, usar cinta pós-operatória durante um mês, evitar se expor ao sol e adotar uma dieta baseada em alimentos ricos em proteínas. “Carnes de todas as espécies, presunto, queijo, nozes e ovos, em especial a clara do ovo, que é cicratizante e ajuda a desinchar”, detalha a médica.
Além disso, ela aconselha evitar ingerir carboidratos e açúcares, que fortalecem a células de gorduras. “Após a minilipo, há um espaço dentro do organismo para ser preenchido. Se a pessoa começa a usar glicose como fonte de energia, as ‘gordurinhas’ podem ‘voltar’”, diz.
Outra dica para garantir melhores resultados, aponta Hueb, é praticar atividades físicas e apostar em sessões de drenagem linfática, que ajudam a eliminar o inchaço do corpo.
Minilipoescultura
As “gordurinhas” retiradas na minilipo também podem ser utilizadas para modelar outras partes do corpo. A técnica, conhecida como minilipoescultura, permite corrigir pequenas imperfeições, diz Hueb.
“Muitas mulheres, em especial as mais novas, gostam de retirar gordura da região lombar, os “pneuzinhos” dos flancos. Dessa forma, o bumbum fica mais protuso e parece maior. É possível ainda ‘encher’ mãos e rostos envelhecidos ou arrebitar o bumbum”, aponta.