A coluna Entrelinhas de dias atrás noticiou que a Superintendência do Centro Estadual Tecnológico Paula Souza informou que, no início do ano letivo de 2006, estará funcionando no prédio da Escola Estadual Rodrigues de Abreu a Escola Técnica Estadual, sob a manutenção do referido Centro.
Interessante observar. Em 2005, o Centro Estadual Tecnológico Paula Souza tinha previsto em seu orçamento R$ 34,2 milhões para obras e instalações. Foi liberado 02,% = 77,2 mil. Para investimentos, previstos R$ 39,2 milhões e liberados 3,9% = R$ 1,5 milhão. Para equipamentos e material permanente, previstos R$ 5 milhões e liberados 29,3% = R$ 1,5 milhão. Fonte: (Siego - Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária).
Ressalte-se, em carta nesta coluna (15/11/pág.20), sob o título “Privatizando o ensino público”, do senhor Roberto Domingos, onde autor faz uma análise crítica sobre a precariedade do funcionamento das escolas estaduais do Centro Estadual Tecnológico Paula Souza. Cita o senhor Roberto, segundo reportagem na Folha de São Paulo, o dretor da Escola Técnica Estadual São Paulo, Carlos Augusto de Maio, afirmou que as Associações de Pais e Mestres são o carro-chefe da instituição. Não fosse as contribuições das APMs, possivelmente as escolas técnicas estaduais não funcionassem.
Alerta o senhor Roberto Domingos em sua carta, chamando a atenção no sentido de que, mesmo com tanto descaso, o governo ainda anuncia a criação de mais 15 Escolas Técnicas, sendo uma delas em Bauru. O senhor Roberto tem razão. Pela reportagem da Folha de São Paulo, a situação é temerária. Passadas as eleições do ano que vem, como ficará a situação?
Em 2003, o Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério de Bauru foi extinto. Em seu lugar poderia ter sido criado o Instituto Superior Estadual de Educação, com o funcionamento do curso Normal Superior, mas não foi. Agora, mais uma extinção, a Escola Estadual Rodrigues de Abreu, de educação geral, para instalar em seu prédio uma Escola Técnica Estadual. Será que Bauru está obtendo conquistas na área do ensino público estadual ou regredindo? Para reflexão.
Rodolpho Pereira Lima - professor aposentado