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Palocci deve depor até 10 de dezembro

Folhapress
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Brasília - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, deve decidir na próxima semana a dava que irá depor na CPI dos Bingos. O relator da comissão, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), informou nesta sexta-feira que ainda não está definida a data do depoimento e confirmou que o prazo máximo para o comparecimento do ministro é o dia 10 de dezembro.

Por um acordo fechado nesta semana, os integrantes da comissão transformaram o requerimento de convocação do ministro em um convite. Caso Palocci não deponha na CPI até o dia 10 de dezembro, o acordo cairá e a CPI votará o requerimento de convocação do ministro. Como a comissão é dominada pela oposição, qualquer convocação já está praticamente aprovada, caso seja necessária.

Os integrantes da base aliada fizeram um esforço nas últimas semanas para tentar evitar esta convocação, que, na avaliação do governo, seria um “constrangimento” para Palocci. Ainda pelo acordo fechado nesta semana, o ministro vai depor sem qualquer artifício jurídico, como habeas corpus ou mandado de segurança. O depoimento, apesar de ser feito por um convite e não uma convocação, terá validade legal.

A oposição ao governo no Congresso não pressiona mais a direção da CPI para que traga Palocci para depor. Segundo o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), Palocci enfrenta mais “fogo amigo” do que pressão da oposição, que quer forçar o governo a mostrar que os ataques que atingem o ministro partem do próprio PT e do Planalto.

Palocci deverá falar na CPI sobre as denúncias de irregularidades supostamente cometidas pela sua equipe de governo no período em que comandou a Prefeitura de Ribeirão Preto. A comissão já ouviu depoimentos de ex-assessores de Palocci neste período, entre eles o do advogado Rogério Buratti, que acusa o ministro de saber da existência de cobrança de propina na sua administração, para recolhimento de recursos para o PT.

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Apesar de ter como ponto de partida das investigações as denúncias contra as casas de bingo, a comissão diversificou seus trabalhos e investiga também agora as denúncias de irregularidades cometidas na administração petista de Ribeirão Preto, sob o comando de Palocci; além do caso Celso Daniel; da morte do ex-prefeito de Campinas, Toninho do PT; e o empréstimo feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao PT, no valor de R$ 29 mil, pagos pelo presidente do Sebrae, Paulo Okamotto.

As investigações também incluem o caso Waldomiro Diniz e o contrato da Caixa Econômica Federal com a GTech.

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