Regional

Pirajuí redescobre identidade econômica

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí - A cidade de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) descobriu definitivamente sua vocação, que não está mais ancorada numa única atividade produtiva, como ocorreu no final do século 19 e, em grande parte, do século 20, quando o café imperou nas lavouras.

A cidade passa por um lento, mas contínuo investimento de emprendimentos industriais, com grande presença no setor da metalurgia e variações, como uma fábrica de materiais esportivos. No município são fabricados equipamentos em aço inox para diversas finalidades, que abastecem o mercado nacional e são exportados para Europa, China e Japão, entre outras regiões.

Neste ambiente de recuperação, o município já atinge a marca de 22 mil habitantes, com tendência para crescimento populacional. Conforme o coordenador de Comunicação e Cultura da Prefeitura de Pirajuí, Luís Gustavo Martins Barros, por um longo período o número de moradores permaneceu em aproximadamente 18 mil. Ele destaca que a cidade chegou a ter aproximadamente 65 mil habitantes entre as décadas de 30 e 40, período de grande efervescência da lavoura cafeeira para o município. Barros conta que Pirajuí chegou a ter entre 30 a 40 milhões de pés de café.

Depois, o produto passou por crises que afetaram substancialmente a economia baseada na lavoura cafeeira, tanto no Brasil quanto no cenário econômico internacional. Contudo, segundo Barros, em Pirajuí o café teve forte participação econômica até a década de 80.

A primeira edição da Feira Agropecuária e Empresarial de Pirajuí (Faepira) realizada entre os dias 11 e 15 deste mês, alcançou público estimado pela Polícia Militar de 50 mil pessoas. O evento foi realizado pela Associação Comercial e Industrial de Pirajuí (Acinp) e pela prefeitura. O comandante da 2.ª Cia. da Polícia Militar em Pirajuí, capitão Reginaldo Souza Braga, avaliou que o evento foi um sucesso, sem ocorrências policiais na Base Comunitária Móvel montada no recindo de shows.

Da região mais antiga da cidade aos pontos novos, Pirajuí é charmosa e foge da síndrome de cidade apenas acolhedora, situação típica de pequenos municípios. Esse ambiente reflete o espírito dos pirajuienses, que falam com orgulho do lugar onde vivem. Mas, também, expressam censo crítico ao comentar o que pensam que pode melhorar no município.

Nas páginas seguintes, o JC convida o leitor a descobrir aspectos pouco divulgados da cidade de Pirajuí, que já foi por um dia sede do governo do Estado de São Paulo. Em 3 de setembro de 1971, o então governador Laudo Natel administrou o Estado direto do Instituto de Educação Estadual “Doutor Alfredo Pujol”, localizado na avenida Rui Barbosa Lima, região central da cidade.

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