Polícia

‘Guardião’ deve pôr fim a casos não esclarecidos da Polícia Civil

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O índice de criminalidade na área do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo - Interior (Deinter-4) é um dos menores do Estado de São Paulo. Mas as estatísticas mostram que o nível de esclarecimento de crimes de autoria desconhecida não satisfaz a atual diretoria: gira em torno de 15%. A meta é atingir 70%. Por isso, as investigações serão incrementadas, a partir de 1 de dezembro, com um setor batizado de “guardião”.

A unidade de inteligência receberá um reforço, que nada mais é do que uma central de dados para direcionar o trabalho investigativo nas sete seccionais que compõem o Deinter-4. As informações são do coordenador da unidade de inteligência, delegado Doniseti José Pinezi.

O guardião será, ainda, um dos responsáveis pela coleta de provas e definição dos autores dos crimes, entre outras coisas. De suma importância para a polícia, ele agrega equipamentos eletrônicos de última geração, porém, seu principal papel está guardado a sete chaves.

Segundo o delegado, é possível dizer que a marginalidade sofrerá um grande golpe com o novo setor, que conta com uma equipe especializada formada por um delegado, cinco investigadores, escrivães e agentes policiais.

Essa equipe será encarregada de colher dados das sete seccionais, explica Pinezi. “Nós vamos subsidiar o trabalho dos investigadores de todas as seccionais do Deinter-4.”

A central de dados, ou setor guardião, vai armazenar todas as informações de inteligência do departamento. “Vamos ter o cadastro de todas as empresas de desmanche de veículos das casas noturnas, bingos e jogos eletrônicos e locais onde ocorrem mais crimes como roubos, homicídios e tráfico.”

O mapa da criminalidade terá cadastrados nomes e informações sobre os marginais. A equipe de inteligência terá em mãos as regiões de cada seccional onde ocorrem mais crimes.

“Vamos saber onde ocorrem mais roubos, homicídios etc. Esse mapeamento facilitará as operações e o esclarecimento dos crimes. As seccionais vão poder investir mais naquela área onde a criminalidade está ocorrendo com mais freqüência.”

A rota de roubos na área rural e o cadastro das propriedades que possuem máquinas agrícolas e gado também farão parte da central guardião. “As facções criminosas serão monitoradas, vamos evitar a migração de facções. Estaremos monitorando os presídios e cadeias públicas.”

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Colocando em prática

Na prática, o setor de inteligência que engloba o guardião vai alimentar de informações as equipes de investigação das sete seccionais. Isso significa que, se uma seccional está empenhada num trabalho de furtos de veículos, por exemplo, a equipe de inteligência do Deinter-4 poderá fornecer todos os dados sobre os desmanches daquela região, os principais pontos de ocorrência desse tipo de crime etc.

Outra alternativa possível será fazer operações conjuntas. Se o departamento optar por fazer um pente-fino nos desmanches, as seccionais terão tudo planejado e pronto para a execução. Para isso, são 135 computadores interligados e que poderão ser alimentados a todo instante.

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