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Daniela Mercury celebra o Brasil em novo trabalho

Por Débora Miranda | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

“Canto samba-reggae com tanto amor que posso cantar isso a vida inteira. É sempre como voltar para casa. Vai ver é saudade”, sugere a cantora, falando de seu novo disco, “Balé Mulato”. O CD representa um resgate duplo.

Depois de mais de cinco anos apostando na música eletrônica, Daniela Mercury volta a fazer um álbum norteado pelo axé que mais lembra o início de sua carreira. Além disso, ela volta ao Brasil, depois de uma série de shows nos EUA e na Europa, e chega para celebrar seu país de origem. Deixa isso claro nas fotos que compõem o encarte de seu CD, com imagens que misturam favelas, o colorido da escola de samba Beija-Flor e, ao fundo, a paisagem do Rio de Janeiro.

“A idéia é mostrar a celebração, o glamour, mas também os contrastes do Brasil. A favela versus a natureza exuberante. O colorido do Carnaval versus a pobreza e a beleza humana. Meu protesto não é feito pelas minhas canções”, dispara.

Daniela nega que o disco tenha sido feito pensando no mercado internacional: “Sei que são estereótipos nacionais, mas a minha vontade era pontuar que o axé e o samba-reggae são ritmos brasileiros, não regionais”, diz.

Apesar disso, Daniela não nega que a carreira internacional seja de grande importância para ela. “É um desafio agradável ver como essa música funciona em outros lugares. Além disso, repete o florescimento do início de carreira, que é mágico. Gosto de atravessar fronteiras e emocionar pessoas com a música brasileira”, afirma ela, que viaja de país em país negociando pessoalmente o lançamento de seus discos.

A motivação para tanto veio da infância. Quando era menina, seu único sonho era cantar, dançar, divertir-se e conhecer o mundo. “Tenho sede de engolir o mundo. Nasci com isso e usei meu passaporte de cantora para esse fim: conhecer artistas de outros lugares, músicas, museus, histórias, arte.”

Daniela conta que, para definir as canções que entram em seu álbum, escuta muita coisa. “Não sou louca de chegar com um projeto pronto na cabeça, mesmo porque a gente nunca sabe o que vai acontecer, não há fórmula certa do sucesso. Penso muito em tudo, procuro conhecer artistas, isso está impregnado em mim. As músicas que entram no disco têm que me levar.”

“Balé Mulato” traz regravações de “Aquarela do Brasil” (de Ary Barroso) e de “Meu Pai Oxalá” (de Vinicius de Moraes e Toquinho), além de três canções compostas pela própria Daniela.

No repertório, a batucada se reveza com as canções românticas. “As músicas de amor me pegaram. Todo mundo já tentou compreender o amor, descobrir os segredos... Há cinco anos vim fazendo música eletrônica, e agora optei pelo acústico, por fazer um disco mais simples. Esse trabalho me fez bem.”

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