Tribuna do Leitor

Marcondes Salgado


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A rua general Marcondes Salgado, outrora rua Tupi, é uma importante artéria que abrange a área central da cidade bem como as vilas Antarctica, Cardia e adjacencias. Meus avós, Joaquim Fernandes Egea, chofer de praça, e Adélia Fernandes Cortez foram moradores dessa rua e ali foram criados seus filhos, dentre os quais minha mãe Irene Fernandes Avila, eu e meus irmãos também. A casa ainda existe, é na quadra 11, um grande casarão que traz recordações a todos que viveram aquela época de glórias e muitas indústrias e estabelecimentos comerciais que cincundavam as imediações e geravam muitos empregos.

Os vizinhos eram da família Garms, com a simpática matriarca dona Amélia e seu filho Valdir, e a Irma, seu Luis e dona Roma Crepaldi, Anselmo Aceituno, dona Damiana Gomes, Altibano Bigheti e dona Angela, a Casa São Francisco, o major Anastacio Cardoso, Ricieri e dona Ana, José Viveiros e dona Pilar Estebanes, o bar dos esportistas, Benedito Góes e dona Joana, bar e sorveteira do seu Dito, armazém do seu Florindo e dona Cicilia, tudo isso nas quadras 11 e 12, que também abrigaram o clube Arapongas, fundado por meu avô Joaquim, Miguel Penha e seu Francisco Salles. O clube existe até hoje, e não podemos nos esquecer de Frederico Trevisan, que foi um dos pioneiros. A importância dessa rua é notória, foi corredor das primeiras indústrias da cidade, dentre as quais a Anderson Clayton, onde a população servia-se da água do poço ali existente, havia a Matarazzo, Antártica, café Babalú, Laticinios Vigor, Bebidas Matheos Fernandes, Moveis Leão Bichuski, peixaria do Rosendo Ferrero, posto de abastecimento do Sesi, auto eletrica Takenaka. Essa rua serve também à Polícia Militar desde seus primórdios, quando ainda era batalhão de caçadores, enfim, temos muito mais a acrescentar, ela continua próspera e pujante, mas fica para próxima oportunidade...

José Eduardo Fernandes Ávila - morador da Vila Antártica

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