Se você estiver no sul da Bahia, aproveite para conhecer outras localidades próximas a Una e Comandatuba, como Ilhéus, Canavieiras e Itacaré.
Cenários de livros premiados de Jorge Amado, esses lugares são uma “gracinha”, como diz Hebe Camargo, que volta e meia vai à ilha.
Comece a incursão pela vilinha de frente ao hotel, que cresceu significativamente nos últimos cinco anos. Antes, só contava com a igrejinha de São Boaventura e algumas casinhas caiadas, mas, hoje, oferece até diversão noturna, restaurantes convidativos e lojinhas de artesanato.
É gostoso conversar com os ilhéus, conhecer a vida do povoado, a história das curandeiras e místicas que passaram por lá e comprar aquela irresistível farinha branca baiana (sem dendê, por favor!).
O passo seguinte é Canavieiras, onde mora a maioria dos funcionários do Hotel Transamérica. Há ônibus regulares e a viagem dura em torno de 40 minutos. Bate-volta com direito a um rolê pela pracinha central, casarões antigos da época dos barões do cacau e uma cervejinha trincando no bar do agito.
E para os amantes da pesca, visita ao maior pesqueiro de robalo do Brasil, que atrai pescadores de todo o mundo.
Além das linhas regulares de ônibus, pode-se também conhecer Canavieiras através de excursões oferecidas pelo hotel (pagamento a parte). A cidade, que tem sete ilhas marítimas, entre elas a Ilha de Atalaia, 17 quilômetros de praias, coqueirais, reservas da Mata Atlântica e áreas de manguezal, é famosa pelo casario colonial preservado.
Lá, a Matriz de São Boaventura (olha ele aí de novo) construída em 1718, chama a atenção assim como a sede da prefeitura, datada de 1879.
Um pouco mais distante - mas a menos de duas horas de carro - fica Itacaré, já rumo a Salvador (Costa dos Coqueiros). Localiza-se a 64,5 quilômetros ao Norte de Ilhéus esse lugar mágico protegido por um cinturão de mata atlântica.
Uma combinação perfeita de riachos que deságuam no Oceano Atlântico, destacando-se o rio de Contas, que nasce ao Sul da Chapada Diamantina, atravessa o município numa extensão de 72 quilômetros até a foz, a Barra de Itacaré, exatamente onde a cidade nasceu.
Embora tenha sido descoberto pelos turistas nos últimos anos, Itacaré conserva seu lado bucólico com pouco mais de 20 mil habitantes e uma reserva ecológica repleta de matas virgens, restingas e manguezais.
Itacaré, que é a bola da vez na Bahia, já conta com resorts premiados e muitas pousadas charmosas e outras com preços bem em conta para quem ainda pode curtir a natureza em seu estado quase primitivo.
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A terra de Gabriela
Ilhéus já foi retratada na televisão e no cinema. A terra de Gabriela, Cravo e Canela pode ser alcançada sem problemas pelos turistas que vão à Comandatuba.
A rodovia que liga a ilha ao continente tem asfalto impecável e conta com linhas regulares de ônibus que fazem o percurso em torno de uma hora.
Entre as cidadezinhas da Costa do Cacau é uma velha senhora que precisa receber mais melhoramentos em restaurações. O Bataclan, por exemplo, onde a personagem de Tonico Bastos coçava o bigode fazendo planos para ter na cama a morena fogosa, continua aguardando a reforma.
Mas o visitante pode conhecer o bar Vesúvio, a igreja matriz, os casarões dos barões do cacau e muitos outros trunfos de uma cidade que fez história e continua irresistível aos olhos do mundo.
Um lugar que nasceu por conta de aspectos históricos-culturais, progrediu durante o ciclo do cacau e que hoje é pólo turístico graças à natureza que lhe reservou praias paradisíacas, manguezais, reservas ecológicas e as centenárias e convidativas fazendas de cacau.