Política

Ex-secretário defende gastos do Fama

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-secretário municipal de Esportes e Lazer (Semel) de Bauru José Roberto Franco Sapé defendeu ontem a regularidade dos recursos aplicados com o incentivo a modalidades esportivas amadoras durante sua gestão, entre 2001 e 2004. Para Sapé, a representação ao Ministério Público Estadual (MP) assinada pelo representante do Bauru Atlético Clube (BAC), Oilton Santiago, é represália.

“Não acredito em irregularidade nos repasses e na prestação de contas dos recursos para as modalidades esportivas apoiadas pela prefeitura. Não há nenhum problema no recurso ser destinado para pessoa física, como reclamou o Oilton Santiago, porque o convênio não é com o clube, mas com os responsáveis pelas modalidades”, argumenta.

O presidente do BAC, Oilton Santiago, pediu apuração junto à Promotoria dos repasses efetuados para o clube através do Fundo de Assistência a Modalidades Amadoras (Fama). Ele reclamou, em representação, que jamais houve entrada de dinheiro no caixa do clube, enquanto a organização tinha despesa com empregados, água, luz por sediar as atividades e ainda está sendo acionado na Justiça do Trabalho por terceiros.

Sapé questiona que o tema tenha sido levado ao promotor Fernando Masseli Helene somente em setembro deste ano. “Ele assumiu o clube já sem atividades em janeiro deste ano. Todas as despesas com as atividades esportivas definidas no Fama, através de lei que existe desde 1997, são incentivadas através desse programa e eu escolhia os representantes como presidente do fundo e secretário”, comenta.

A representação

A representação contesta prestação de contas que somaria repasses de cerca de R$ 220 mil no período de 2001 a 2004. “Eu não só defendo qualquer ato de ajuda a essas modalidades esportivas como respondo também pelas ações corajosas do amigo e ex-secretário José Pedro Macéa, que era presidente do BAC. Para mim é um desrespeito à memória dele esse assunto, mas eu vou ao promotor apresentar os documentos e mostrar como funciona esse tipo de repasse”, argumenta.

Conforme Sapé, o repasse cobria despesas com toda a estrutura relacionada à prática da modalidade. “O regulamento do Fama mostra que os gastos com a estrutura, alimentação dos atletas, material esportivo, pagamento dos técnicos e equipe, moradia e transporte fazem parte da atividade. Todo mundo sabe a dificuldade que é manter uma modalidade de ponta em Bauru. A reclamação do Santiago foi genérica e atinge todos e não posso aceitar. Bauru foi tetracampeã dos jogos Regionais e o resultado mostra que esse dinheiro foi bem aplicado”, finaliza.

O promotor Fernando Masseli Helene aguarda o envio dos processos de repasse de verbas pela administração para avaliar a representação formulada por Oilton Santiago. Na representação, ele questiona a retirada dos valores para a modalidade de voleibol sediada no BAC em nome de Liberato Palma. “Eu estou absolutamente tranquilo em relação à utilização desses recursos e vou aguardar a convocação para esclarecer tudo”, comenta Palma.

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