Economia & Negócios

1ª tentativa de licitação do novo aeroporto não avança

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

A primeira tentativa de licitar os 12 espaços instalados no terminal de passageiros do novo aeroporto de Bauru não deu certo. Problemas nos editais, empresas que foram desabilitadas e o baixo número de interessados na disputa resultaram em apenas dois contratos definidos: o de um caixa eletrônico do banco Itaú e de uma locadora de veículos.

Representando a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Livette Nunes de Carvalho e Michele Obeid - que também preside o Bauru Convention&Visitors Bureau - foram convidadas pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) para participar da abertura das propostas como agentes fiscalizadoras. O procedimento foi realizado nos dias 28 e 29 do último mês, na sede do Daesp, na Capital.

“Ao todo são oito segmentos distintos (entre restaurante/lanchonete, drogaria, livraria/presentes, acessórios para informática e outros ramos). Para cada segmento tem um edital e documentação próprios, mas surgiram alguns problemas nos editais, como a não-especificação da forma de pagamento (do aluguel dos boxes)”, detalha Michele.

Segundo ela, em função disso serão elaborados novos editais para os oito segmentos - de comércio e prestação de serviços - que estarão representados no novo aeroporto. A publicação de todos eles deverá ser feita em janeiro de 2006, dando prazo de 30 dias para a inscrição de novos interessados e conseqüente abertura dos envelopes numa segunda etapa da licitação.

Sem interessados

“Outro problema é que metade das licitações foram desertas, ou seja, não compareceu nenhum interessado para disputar os espaços. Mas acreditamos que isso é reflexo tanto dos problemas nos editais quanto do fato de os interessados só terem a planta do local para analisar. Ainda não há nenhuma estrutura física pronta para atrair mais investidores, pois somente a pista está quase pronta”, observa Livette.

Segundo ela, um dos requisitos da licitação é uma declaração de vistoria da área. “Mas os interessados só puderam vistoriar a planta. Isso contribuiu para o baixo número de participantes nos dois dias de abertura dos envelopes. Outro empecilho é que até agora não foram definidas quais empresas aéreas vão operar no novo aeroporto”, acrescenta Michele.

De acordo com ela, foram retirados 16 editais por parte de empresas interessadas em administrar o estacionamento do aeroporto. Contudo, apenas quatro compareceram no dia da licitação. “Porém, as quatro foram desabilitadas por problemas na documentação. Ou seja, será preciso começar tudo de novo”, diz Michele. Inicialmente, haverá 311 vagas para estacionamento no local.

Tempo

A questão do tempo preocupa as empresárias de Bauru. “Todo o procedimento licitatório vai começar novamente, praticamente do início. É preocupante, porque o prazo previsto para o novo aeroporto entrar em operação é março do ano que vem. No entanto, a partir do momento em que ele estiver operando, haverá inclusive uma valorização dos espaços se ainda houver boxes desocupados”, analisa Michele.

Ainda segundo ela, também foi reafirmado pelo Daesp durante a reunião em São Paulo que o atual aeroporto de Bauru continuará operando como aeroclube. O local poderá ser utilizado como ‘garagem’ para donos de aeronaves e para aulas e treinamentos de pilotos.

No novo aeroporto, que está em construção na divisa entre Bauru e Arealva, já estão prontas a pista principal - com extensão de 2.745 metros -, a pista auxiliar e o pátio de manobra. A obra do terminal de passageiros está orçada em R$ 4,4 milhões, com 2 mil metros quadrados de área construída. A obra total custará R$ 20 milhões.

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Turismo

Durante o procedimento de licitação dos espaços comerciais do novo aeroporto de Bauru, a presidente do Bauru Convention&Visitors Bureau, Michele Obeid, aproveitou para solicitar ao Daesp a instalação de uma unidade do Posto de Informações Turísticas (PIT) no local. O projeto, já aprovado, foi idealizado no ano passado.

“Eu fiz a solicitação verbalmente, e agora vou providenciar todos os documentos necessários para enviar o pedido formalmente. A idéia é ter três unidades do PIT: uma no aeroporto, outra na avenida Nações Unidas e uma dentro do prédio do Poupatempo”, afirma.

Entre outras funções, o PIT servirá para serem feitas pré-reservas em hotéis da cidade e organizar informações para o turismo receptivo e de negócios em Bauru.

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