Segundo o jornalista João Domingos, todos os presidentes e primeiros-ministros são pessoas tão ocupadas que, por falta de tempo, nomeiam especialistas para escrever os seus discursos. São os famosos ghost-writers ou escritores fantasmas. Dentre estes especialistas, os mais comentados em Brasília são: Eduard Graeff, de FHC, nosso colega de faculdade e dicionarista Joaquim Campelo Marques, de José Sarney; e Mauro Santayana e Everardo Maciel, do falecido Tancredo Neves. Essa é uma prática tão comum e antiga que, em 1945, quando perdeu o cargo de primeiro-ministro da Inglaterra para Clement Attlee, Winston Churchil fez a seguinte declaração: - Meu adversário é tão medíocre que redige, ele próprio, seus discursos...
Contada por Rui Bertoti