Economia & Negócios

Preço do álcool deve subir nos próximos dias

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Empresários do setor de combustíveis revelaram ontem ao Jornal da Cidade que o preço do álcool em Bauru deve sofrer reajuste nos próximos dias. Ontem, quando Edivaldo Tuschi - proprietário de vários postos - acionou uma das distribuidoras com as quais trabalha, foi surpreendido com o aumento do preço de custo do produto: de R$ 1,14 para R$ 1,26.

Segundo ele, os preços nas bombas devem começar a mudar a partir do momento em que os donos de postos passarem a reabastecer seus estoques. Cálculos extra-oficiais mostram que, do atual valor de R$ 1,39 por litro, o preço do álcool pode chegar próximo a R$ 1,50 nas bombas. O motivo do reajuste seria a entressafra da cana-de-açúcar, que começou em outubro.

“Não há um motivo plausível para esse reajuste agora. A realidade é que os usineiros fazem o que querem e começaram a vender o álcool mais caro de uma hora para outra. Tudo indica que, sobre o novo valor de custo que as distribuidoras repassarem, haverá um acréscimo em torno de R$ 0,30 para o consumidor final. Em Araçatuba, o álcool já está R$ 1,59”, observa Tuschi.

O diretor de marketing de uma empresa do ramo situada em Bauru, Francisco Molina, também confirma o aumento. “A mudança deve começar a ocorrer a partir de segunda-feira. Ainda não é possível fazer estimativas sobre a gasolina, mas geralmente, a cada R$ 0,04 de aumento no álcool sobe R$ 0,01 no preço da gasolina. Na composição da gasolina tem 25% de álcool anidro”, diz Molina.

No final de setembro, o álcool já havia subido 17,8%, passando da antiga média de R$ 1,18 para R$ 1,39. No momento, o litro da gasolina gira em torno de R$ 2,49. Na ocasião, a justificativa para a alta do álcool já era a entressafra da cana, além do aumento do óleo diesel.

Alguns dos empresários do ramo consultados pela reportagem apontam, ainda, o aumento das vendas dos carros bicombustíveis (flex) como outro fator que tem influenciado as recentes oscilações do preço do álcool.

Apesar de estarem sempre entre os primeiros criticados pelo consumidor, os donos de postos também reclamam da “dança dos preços”. Segundo eles, todas as vezes que o preço dos combustíveis sobe há uma retração nas vendas.

“Nós absorvemos tudo o que é possível, pois sabemos que não é interessante subir o preço dos combustíveis a todo instante. Mas temos custos muito pesados com funcionários e manutenção dos postos. Então, chega um momento em que precisamos repassar (os reajustes) para sobreviver”, diz Tuschi.

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