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AHB terá mais recursos para cirurgias

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

A Associação Hospitalar de Bauru (AHB) deve aumentar o número de cirurgias de média complexidade realizadas em seus três hospitais, como as ortopédicas e oftalmológicas, a partir do próximo ano. A instituição, responsável pelo Hospital de Base, Hospital Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel, foi incluída em um convênio do Ministério da Saúde que pretende criar uma rede de instituições com condições de suprir a demanda nesse tipo de atendimento.

De acordo com o superintendente da AHB, Reinaldo Rocha, a expectativa é de que a instituição receba recursos federais que viabilizem o aumento do atendimento e também investimentos em projetos. â€œÉ um novo convênio para atender média complexidade, que será coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde junto ao ministério e os hospitais inseridos nessa rede”, destaca.

Os três hospitais da associação possuem unidades de terapia intensiva (UTI) para os atendimentos gerais, cardíacos, pediátricos e neonatais, além de 12 centros cirúrgicos. Atualmente, eles realizam uma média de 144 cirurgias de alta complexidade e 821 de média complexidade por mês. A expectativa da direção da AHB é de que a cota para as cirurgias de média complexidade - que também incluem operações de hérnia, vesícula e urologia -, cresça de 30% a 40%.

No balanço do ano até o mês de outubro, a média de recursos repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) à AHB, em virtude dos procedimentos já realizados, chega a R$ 2,35 milhões ao mês - equivalentes à cobertura de cirurgias, exames, atendimentos e consultas.

Por outro lado, a instituição ainda não recebeu qualquer informação sobre a quantidade de recursos ou a forma como o convênio deve beneficiar as instituições selecionadas. “Fizemos a adesão à proposta do ministério e vamos, na segunda-feira (amanhã), conversar com a DIR (Diretoria Regional de Saúde, órgão da Secretaria de Estado) para receber a proposta e elaborar o projeto de acordo com o que o ministério necessita”, aponta Rocha. O terceiro passo, segundo o diretor técnico do Hospital de Base, Samuel Fortunato, será a negociação dos recursos diretamente com o Ministério da Saúde.

Necessidade

Segundo Rocha, a espera por uma cirurgia de hérnia, por exemplo, ou de outros procedimentos de média complexidade, pode chegar a um ano. “São cirurgias que não exigem nenhum equipamento diferente ou incomum. Esse convênio deve ter pontuado justamente hospitais que operam em alta resolutilidade e que já contam com estrutura física e equipamentos para diminuir a longa espera que existe no sistema”, observa o superintendente.

“Esperamos que o ministério contemple o aumento do atendimento e investimentos no Hospital de Base e na maternidade. As maiores necessidades seriam a modernização das UTIs e dos centros cirúrgicos”, define Fortunato.

Reforma

Independente do convênio, a direção da AHB revela que já deve ser realizada uma reforma no centro cirúrgico, com a construção de uma nova sala, e também a ampliação da área de recuperação anestésica, assim como algumas alterações para adequação da Vigilância Sanitária.

O diretor técnico do Hospital de Base; Samuel Fortunato destaca ainda o pedido apresentado ao secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, que busca o credenciamento da unidade para cirurgias cardíacas de nível 3, o mais avançado.

“Para isso, precisaríamos de investimento em equipamentos. É a única modalidade na qual ainda não temos atendimento completo, pois já somos completos em ortopedia e na área cardíaca”, anseia Fortunato.

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