Tribuna do Leitor

TRILHOS, SOLUÇÃO ÀS METRÓPOLES


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O transporte de massa, em cidades grandes, é sempre resolvido através de trilhos e Bauru pode ser considerada privilegiada por isso. É inadmissível, portanto, que um autêntico bauruense, arquiteto altamente capacitado e de sensibilidade bastante aguçada, como Jurandyr Bueno Filho, 63 anos, possa apresentar um projeto de erradicação de trilhos. É só ver seu projeto no JC do dia 20 de novembro p.passado. É também estranho que um filho de ferroviário, já que seu pai pertenceu à ex-NOB, desde a encampação pela União em dezembro de 1917, queira fazer desaparecer o glorioso passado dos ferroviários, com que a cidade cresceu e se desenvolveu. Araçatuba e Campo Grande não servem como exemplos convincentes, pois desfizeram de algo que certamente no futuro voltarão a querer. Tomar a cidade de São Paulo como exemplo é mais correto. Desde 1867, quando os trilhos adentraram em sua área urbana, jamais se pensou em coibir os aumentos e hoje precisaria ter no mínimo mais 1.000 quilômetros de trilhos para atender a massa trabalhadora. Bauru poderia ter trens de superfície, ligando-se a ex-EFS com a ex-CP, pelas zonas sul e leste. Ocupar o espaço aéreo sobre o leito ferroviário das três ex-estradas de ferro com avenidas como “minhocões” seria mais viável. Quanto ao pátio, é justificável a consolidação das áreas verde e comercial por ele apresentado. (Vivaldo Pitta - RG 6.028.556)

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