Polícia

Fui salvo por Deus

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Um empresário de Bauru, cujo nome o JC está preservando por questões de segurança, só descobriu que era alvo de seqüestro quando foi chamado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e tomou conhecimento que seus dados constavam de uma lista de possíveis vítimas de seqüestro encontrada com uma quadrilha presa recentemente na cidade.

Ele confessou com certa emoção que foi salvo por Deus. “Eu conhecia o rapaz (um dos presos acusados de tramar o seqüestro) de vista. Ele me procurou dizendo que estava vendendo um imóvel bem localizado e que pretendia ir embora de Bauru. Ele queria me mostrar o imóvel e eu só não topei porque estava com um compromisso inadiável”, conta.

O rapaz teria tentado, mais duas ou três vezes, atrair o empresário para o imóvel que nem lhe pertencia. “Eu só não fui porque estava realmente ocupado. Ele oferecia a casa por um preço acessível e queria fazer qualquer negócio.” Na opinião do empresário, ele seria atraído para a casa e de lá seria levado para o cativeiro. “Deu tremedeira quando fiquei sabendo. Reconheci o rapaz. Juro que eu achava que a polícia estava enganada”, diz.

Depois do episódio, o empresário observou o quanto ele estava despreparado e o quanto estava vulnerável ao seqüestro.

“Aqui no Interior a gente não se preocupa com seqüestro. Sou solteiro e não tinha o costume de avisar para onde ia. Depois desse episódio, passei a tomar determinadas precauções. Aviso onde vou”, conta.

Palestras

A prisão de um grupo acusado de planejar seqüestro em Bauru assustou empresários e profissionais liberais bem-sucedidos da cidade, segundo o delegado José Jorge Cardia. “Eu estou programando palestras de orientação à população. Não será direcionada apenas aos empresários que compõem a classe preferida dos seqüestradores, mas a toda população”, frisa.

Quem suspeitar que esteja sendo observado ou seguido deve procurar a delegacia, recomenda Cardia. “A polícia é o órgão que deve ser informado. Estamos preparados para enfrentar a situação e direcionar a família, assim como a prender os marginais”, diz.

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