O professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru Celso Zonta, doutor em psicologia social, afirma que, ao contrário de prefeitos anteriores, Tuga Angerami mantém uma relação de respeito e diálogo com o Legislativo. “Outros prefeitos buscavam construir maioria, no caso do Tuga, as discussões ficam restritas ao campo das idéias e a abordagem é coletiva, não há nenhuma abordagem individualâ€, disse.
Zonta ressaltou que os questionamentos, feitos pelos vereadores tem sido dentro do que a lei permite. Segundo ele, a prefeitura vem tomando cuidado em respeitar a legislação, para que não haja problemas futuros ao município. De outro lado, o professor também destaca que a Câmara vem tomando os mesmos cuidados. “Eu imagino que haja compreensão de ambas as partesâ€, frisou.
Apesar desse relacionamento de respeito mútuo, Zonta observa que ainda há, dentro do Legislativo, uma oposição que utiliza de procedimentos no sentido de protelar decisões, atrasando o processo. “Discuta-se as idéias, ou se concorda ou se discorda, mas o trâmite não pode ser bloqueadoâ€, afirmou.
Sobre esses procedimentos, ele destaca que é uma prática comum antiga, mas que atrasa o País, o Estado e o Município. “A democracia tem que caminhar no sentido do debate amplo das idéias. Isso é o que vai formar cidadaniaâ€, salientou. Para o professor, esse tipo de oposição, que busca atrapalhar os trâmites de projetos importantes, não faz parte do jogo democrático e sim do jogo político.
“O problema é que os regimentos internos das casas legislativas, nos três níveis de poderes, possuem um emaranhado de procedimentos que permitem esses subterfúgios. Se do ponto de vista legal é corrreto, do ponto de vista moral não é muito correto para com o eleitorâ€, concluiu.