Tribuna do Leitor

RECAPEAMENTO DA RONDON


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Às vezes precisamos nos perguntar se o que estamos vendo é normal. Será que o que sempre se configurou como resposta é aquilo que continua ocorrendo ou sendo.

Devemos sempre instigar nossos sentidos com tudo que ocorre ao nosso lado. Respostas prontas devem ser rechaçadas, devemos procurar a verdade sempre a verdade. “Não tenho compromisso com a realidade, procuro a verdade” está entre as minhas frases prediletas, já disse um dia alguém, que no momento não me lembro.

Se dividirmos nosso Estado em duas partes e usarmos como eixo o rio Tiête, vamos ter o lado direito da margem e o lado esquerdo da margem (visão da capital para o interior do Estado). Já ouvi falar que o lado direito da margem é o lado próspero e o esquerdo, o nosso, é o lado pobre. Já ouviram falar dessa preferência em investimentos? Bem .... É fato consumado a capacidade de produção do lado direito da margem, como deve ser certo que arrecade muito mais imposto.

Voltemos à nossa querida artéria interestadual, Rodovia Marechal Rondon. O seu “recapeamento” segue a passos de tartaruga, parece uma colcha de retalhos. Há segmentos que não foram refeitos, deixados para trás, que já apresentavam defeitos graves, esburacados e desgastados com o uso. Não consegui entender o porquê! Na primeira fase, há 20 dias, só fizeram estritamente as pistas de rolamento, nem um centímetro a mais. Agora voltaram e estão fazendo os acostamentos, deixando-os acima do nível da pista de rolamento. Vai acumular água na borda da pista da direita.

Não consigo enxergar qualidade no processo. O material parece ser de boa qualidade, mas o fluxograma da obra é lamentável.

Estamos circulando sem sinalização de piso há mais de 30 dias, desde que começou a obra. A pista ficou excessivamente escorregadia. Circulo no trecho entre os quilômetros 338 e 341 todos os dias e tive problemas rápidos de perda do controle da direção. Os trevos, sem marcações de piso, ficaram muito perigosos. Não seriam esses os motivos de tantos capotamentos? Os casos de batidas violentas entre os viadutos. Ocorreram várias. Ilusão de ótica? Faltam sinalizações nas cabeceiras dos viadutos. Já notaram que o intervalo entre os viadutos é de mesma largura da pista.

Não pagamos pedágio nesse trecho de 100 quilômetros, estamos do lado pobre do Estado. Será que o Governo do Estado tem essa visão? Merecemos algo melhor. (Antonio Sergio Sanches - RG 9827168)

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