Somente a sabedoria divina poderá mesmo reunir em uma família, trazendo sob o mesmo teto pessoas que necessitam e precisam aprender e praticar primeiro, a conviver educadamente; depois tolerar; a seguir, entender que ninguém é perfeito; aí então, não será difícil optar pela prática do perdão. Trilhado esse roteiro, estará apto a fazer parte da grande família que é a humanidade.
E quando Deus coloca nessa família um filho que viria para cumprir uma missão nesta terra, e que gerado através da irresponsabilidade entre dois jovens que “ficaram†uma noite depois de bebidas e drogas em uma balada? A primeira idéia que logo vem à mente dessas criaturas, para não passar vergonha na família e perante a sociedade é de se livrar do feto indefeso praticando o aborto.
Para o mais cruel de todos os crimes - o aborto, pensem na desestruturação mental e nos sentimentos que se instalam naquele espírito que deveria nascer, mas que tenha sido expulso do ventre materno, retalhado em pedaços através de aparelhos cirúrgicos, matando um corpo que poderia ser muito importante para a família e a sociedade. Seus gritos de dor e desespero dentro do útero, pedindo clemência e piedade jamais serão ouvidos pela quase-mãe que contrai nesse momento doloroso comprometimento com as leis divinas, impedindo que um filho de Deus nasça. Alguns estudiosos acham que um feto até os três meses de idade não tem vida, mas não se esqueçam que enclausurado nesse feto está um espírito milenar, pois que já reencarnou várias vezes e sente todos os efeitos de um aborto.
Essa criança volta ao mundo espiritual pois quem morreu foi o corpo de carne, levando grande mágoa da mãe que não o aceitou, isso quando não volta com idéias de vingança, dependendo do grau evolutivo desse ser.
Imaginem essa mãe irresponsável a ponto de rejeitar o filho, que lhe traria inúmeras alegrias e também aos familiares, quanto remorso sentirá quando a morte a levar de volta à espiritualidade. Ao chegar par o reajuste de contas com a consciência pesada, compreender que foi perdida oportunidade de ouro para resgatar pesada dívida cujo filho, quando do outro lado havia com ela combinado de nascerem na mesma família para reajuste de contas contraídas em vida anterior.
Com essa atitude foi perdida toda uma reencarnação planejada por longos anos nas esferas espirituais. Só o tempo poderá reunir novamente esses dois espíritos endividados entre si no cenário terreno. Família, bênção que só mesmo Deus poderia engendrar. (Ismael Henrique Patrício - RG 3.109.360)