Tribuna do Leitor

JC CRIANÇA E A BANDEIRA NACIONAL


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Os editores do JC Criança estão de parabéns pela edição publicada há dias intitulada “Coração verde-amarelo”, que trouxe, dentre muitas informações e jogos, completa e minuciosa reportagem sobre a Bandeira Nacional.

Ressalte-se que muito embora esse suplemento semanal tenha o nome de JC Criança, devido à diversificação dos assuntos sempre muito bem selecionados e apresentados, a meu ver, pode ser lido por “crianças” de oito a oitenta e oito anos. Também sou um seu leitor freqüente naquela parte que me interessa e recomendo sua leitura para os que não o são. Considero a matéria publicada muito bem elaborada pois no intróito referiu-se aos símbolos nacionais, trouxe em destaque a estampa do pavilhão nominando os Estados que as estrelas representam e, outro fato muito importante, foi a publicação do Hino à Bandeira, cuja letra é de Olavo Bilac e música de Francisco Braga.

Hoje em dia, quando ocorre infelizmente uma inversão de valores, com assuntos erroneamente considerados como primordiais, pouca importância ou quase nenhuma se dá aos símbolos da pátria e especificamente aos hinos. Fala-se muito no exercício de cidadania mas se esquece de que dentre os deveres do cidadão deve estar o sentimento patriótico de cultuar os nossos valores da pátria comum. Se nós brasileiros, não valorizarmos o que é nosso será que outro povo o fará? Ledo engano! Houve tempos não muito distantes em que na última capa dos cadernos eram impressos o Hino Nacional Brasileiro e o Hino à Bandeira, prática que foi substituída totalmente por outras ilustrações que dizem, são mais evocativas às crianças e aos adolescentes.

Concordo que tais ilustrações sejam comuns embelezando os cadernos e outros materiais escolares, tornando-os mais bonitos e vistosos porém nem sempre racionais na utilização, mas, entendo que os empresários desse ramo, usando da criatividade que lhes é peculiar, deveriam reservar algum espaço para a impressão das respectivas letras dos hinos símbolos. Estariam exercendo a cidadania. Hoje em dia, embora não haja dados estatísticos que comprovem, sabe-se que nem todos os nossos alunos, tanto de escolas públicas como particulares e mesmo das universidades conseguem cantar por inteiro, sem os erros clássicos o Hino Nacional Brasileiro. Nem se diga então do Hino à Bandeira Nacional! E de escrever as letras, por inteiro ou por partes? Quantos serão capazes? Eis um ponto para ser ponderado, não apenas pelos professores, mas também e principalmente pelas autoridades, mídia, clubes de serviço e associações.

O civismo é ou não importante e necessário a um povo e o seu declínio está determinado pela globalização? Existe outra realidade mais importante do que a pátria? (Joaquim Eliseo Mendes - professor)

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