Bairros

Segurança é o atrativo de apartamentos

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 2 min

O medo da violência urbana ainda é um o principal motivo que tem levado as pessoas a deixar de morar em casas para viver em apartamentos localizados em condomínios fechados. Um exemplo disso é a auxiliar de cobrança Sirlene de Oliveira Pavani, que residiu com os pais no Jardim Bela Vista até o seu casamento e, depois, optou por morar com o marido no Parque Camélias. “Como eu trabalho o dia inteiro e o meu esposo também, não daria para deixar uma casa sozinha mesmo se tivesse sistema de alarme”, afirma. “Dificilmente trocaria a segurança do meu apartamento pela insegurança de uma residência comum”, emenda Pavani.

Além disso, a auxiliar de cobrança diz que nunca teve contato muito próximo com vizinhos, por isso, a escolha do condomínio foi perfeita para ela. “Aqui ninguém fica sabendo da sua vida. Não existe essas coisas de fofocas”, explica. Por sorte, Pavani ainda pôde acolher um gato dentro do seu apartamento, pois a administração do Camélias permite a presença de animais de estimação no local. Inicialmente, ela não tinha conhecimento da permissão.

No entanto, entre as principais reclamações da moradora estão o barulho produzido pelo seu vizinho do piso superior e as falhas cometidas por algumas administrações passadas do condomínio.

O caso da depiladora Neusa Alessandra dos Santos é um pouco parecido com o de Pavani. Sua antiga residência, localizada no bairro Higienópolis, tinha cão de guarda e até cerca elétrica para garantir a segurança, mas nada disso adiantou quando o marido dela passou a viajar às segundas-feiras e voltar aos sábados. “Nós achamos mais seguro mudar para a Vila Inglesa porque dava medo chegar em casa e ter que abrir o portão sozinha”, conta Santos.

Às vezes, só de ouvir barulho na rua a depiladora e sua filha de 5 anos ficavam assustadas. “Meu marido dizia que nunca ia morar em apartamento, mas, quando ele começou a viajar, viu que era inevitável”, lembra. Separar o cão de estimação de sua filha foi o maior problema encontrado por Santos na hora da mudança. “Tivemos que deixá-lo na casa do meu pai, pois aqui é proibido ter animal de estimação”, explica.

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