Mesmo com a crescente oferta de terrenos em loteamentos fechados na cidade, as construtoras de edifícios verticais que operam em Bauru apontam que o mercado de apartamentos não sofre reflexos. O principal argumento das empresas para seduzir os consumidores ainda é a segurança, mas fatores como a localização e aconchego também são levados em conta.
Para o técnico em edificações, Paulo César Bueno, as pessoas escolhem onde querem morar de acordo com as necessidades que têm. “Algumas gostam de viver em casas, outras em apartamentos. É uma decisão muito pessoal”, afirma. No entanto, Bueno acredita que 60% dos compradores que procuram edifícios estão em busca de segurança. Principalmente as famílias que fogem de grandes centros urbanos por causa da violência. “Essa pessoas não estão acostumadas a morar em casas e, quando mudam para cá, preferem os condomínios verticais”, aponta o técnico.
“Esse mercado destinado à classe média ainda pode evoluir muito, especialmente quando a qualidade no acabamento é levada em conta”, afirma Bueno.
De acordo com Riad Said, os moradores querem, além de um local seguro para habitar, comodidade e conforto. “Estamos investindo neste segmento para atender às expectativas dos clientes”, afirma. Riad acredita que, para os moradores, é mais viável pagar taxa de condomínio do que gastar com manutenção de residências comuns. “Numa casa, o morador teria que fazer a limpeza da piscina, investir em segurança e em outras coisas, enquanto que no edifício isso tudo vem pronto”, diz.
O gerente de construtora Celso Takuda afirma que, atualmente, o mercado de prédios verticais se encontra num ritmo normal. “Os apartamentos têm um público específico, por isso, os loteamentos fechados não afetam os nossos investimentos”, aponta Takuda. Para ele, a localização é um dos principais fatores que atraem os compradores. “As pessoas querem morar perto das escolas de seus filhos ou de seus empregos, por isso, temos apostado na região Sul”, explica.