Imagem do Coração
Um caminhar seguro,
Um olhar meigo,
Um sonho perdido,
Uma vida a viver.
Decepções vieram,
Tristeza junta,
Desilusões muitas,
Acreditar... talvez.
Difícil quando não se acredita,
na humanidade.
Vê-se o mundo
De ponta cabeça.
As imagens por melhor que sejam,
São incertas, na mente.
Foi a decepção deixada
A mágoa, a dor por ti plantada.
Antes era diferente
Depois de ti pouco restou.
Às vezes me procuro no espelho,
Vejo sombra do que fui, no amor.
Observo as pessoas,
Tento vê-las colorida.
Impossível, você não me deixou opções de cores.
Só vejo cinza.
Brigo comigo mesmo.
Não adianta,
Fostes marcante demais.
Na minha vida.
Por mais tempo que passe.
A sua marca não sai de mim.
A imagem é mais forte,
Não está na mente; Foi plantada no coração
Neuza Aparecida Tarossi Vitario
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O OLHAR
E, assim, com premeditação, sem prévio-aviso,
e escondido pela noite, me condenaste à tua ausência.
E, assim, sem que houvesse resquícios nacionais de criminalidade,
declaraste a sentença. Culpada...
Castigo: cadeia perpétua de solidão... (Já tinhas o veredicto!!!)
E, assim, esquecida, dolorida e magoada transcorrem minhas horas.
Os dias de ontem, tingidos de vermelho-paixão,
hoje têm cor-cinza. Cinza-escuro. Quase negro...
E, eu nunca tive direito a uma explicação.
Tampouco procurei buscá-la. Menos ainda aceitá-lá.
E, hoje, só resta-me agradecer-te. Grata por tudo.
Obrigado por tudo o que nunca consegui entender.
O medo, sinônimo de mediocridade e inseguridade,
apoderou-se de mim.
E, todos os dias, amanhece chovendo em minha alma.
E cada gota desta lágrima, me afasta mais e mais de ti.
O resultado? É tão simples: hoje eu tenho pressa de morrer...
Hoje, brindo com vinho rubro à rua saúde.
Lembrando a cada sorvo o teu olhar
que um dia elevou-me à galáxias inexploradas.
Aquele mesmo olhar, depois frio, que mergulhou-me em abismos.
Insondáveis.
Hoje, brindo com vinho. Cor de sangue. Como minh’alma.
Hoje, vejo meu corpo cair.
E, brindo. Brindo ao vencedor.
Hoje, reununcio ao meu direito de réplica... para quê... ???
Luzia Aparecida João
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Carência...
Eu estava carente e desesperado
Até que encontrei um amor errado
Sem conhecer nem um pouco seu passado
Que já teve um início todo marcado
Pelo desejo e pela volúpia do pecado
Foi uma paixão e um amor frustrado
Também eu fui muito apressado
Por um amor que nunca foi dialogado
E por esse amor eu fui enganado
Mas foi só paixão e tudo acabado.
Florindo Martins
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Poema para... você
Saudade, dor, solidão, tristeza, agonia.
São cinco sentimentos na vida
Que traduzem tudo que ficou um dia
No adeus de tua partida
Hoje ocorreram os anos ligeiros
Com o passar do vento na noite frita
Mais em meu coração que te ama
Tu não se afasta um segundo do dia
Acordo sempre cedo, continuo a sonhar
Pensando ser este o dia de tua volta
Anoitece, deito, penso, volto a adormecer
Acordo, soluço, levanto, volto a esperar
E assim neste círculo vicioso
Passam dias, passam noites silente.
Voam os anos... Eu já idoso
Sentado em meu canto solitário, velho, doente
Sempre lembrando você, que não sei onde está.
Se vives ainda... Se sentes saudades como eu.
Só sei que dentro do peito cansado
Teu vulto amado... Nunca morreu
Ary Bueno
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Soneto do Desencanto
Fico pensando nesse imenso céu azul,
nos vultos que fizeram nossa história,
na fantástica aquarela de norte a sul,
pena, uma nação de tão triste memória
Fico pensando em nossa forte gente,
seguindo por aí, altiva e esperançosa...
na política que destrói tudo a sua frente,
ratos que sangram esta terra majestosa.
Fico pensando como ante tantas belezas,
há uma casta, que mesmo tão privilegiada,
quer sempre mais, vendendo nossas riquezas.
Fico pensando na indústria do “só-ganharâ€,
dilacerando nosso Brasil, pátria amada...
sinto medo, onde tudo isto está a nos levar.
Carlos Iunes
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VIAJANDO
Ao amanhecer do dia
Verei o sol, o verde, e neles tua alegria
Que tanto me compraz
Oferecer-te-ei uma oração
E junto do meu coração
Direi a ti o bem que tu me faz
Viajando por essas estradas
Vou te ligando à natureza
Tudo é tão lindo, um conto de fadas
Revelando suavidade e pureza
E quando aí chegar
Dar-te-ei meu beijo de amor;
A saudade não só me faz voltar
Como te desejar loucamente e sem pudor.
Jorginho Vianna
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Esperança
Queria tocar seu rosto
Assim como as ondas tocam a beira da praia
Quero eternizar esse momento
E finalmente me alegrar
Desse jeito seríamos um só
Assim como é o céu e o mar
Quando o céu é azul e o dia está calmo
O mar paira na mesma tranqüilidade do ar
Em suas tardes avermelhadas com o pôr do sol
É como se o sol fosse um coração
E o mar fosse o sangue, cheio de sal
Mas tudo numa só conjunção
Mar quando o céu está negro
E junto cai a tempestade
O mar balança bravo
E a tormenta vem, como se fosse a saudade
Depois da tempestade
O azul sobre eles começa a reinar
Assim as ondas vão para a praia
E o seu rosto ainda não pude tocar...
E você, o céu e o mar...
José Carlos Almeida Júnior