O olhar de quem caminha pela cidade onde nasceu ou que adotou para viver é como uma máquina fotográfica, que emoldura paisagens e grava na mente aquilo que é mais importante para cada pessoa. Moradores de uma mesma cidade, um mesmo bairro e até de uma mesma rua podem ter, e geralmente têm, opiniões opostas sobre os pontos mais marcantes.
Os mais de 340 mil habitantes de Bauru não poderiam ser diferentes, mas guardam em seu coração lugares que escolheram como símbolos representativos da cidade. Aquela imagem que fica no “baú da memória” de cada um para guardar como uma boa saudade. A reportagem do Jornal da Cidade foi às ruas de Bauru para saber dos moradores quais são esses marcos em suas lembranças. Não trata-se de uma pesquisa. Pelo contrário. Colhemos impressões, declarações e sugestões sobre a cidade. Os ícones mais citados foram as universidades, seguidas pelo comércio, o povo hospitaleiro, o sanduíche Bauru, o vôo a vela, entre muitos outros.
Mas além desta reportagem, o JC abre, a partir de hoje, espaço em seu site para conhecer o seu símbolo de Bauru. Acessando o JCNet (www.jcnet.com.br) você poderá participar e manifestar seu olhar sobre a cidade.
Olhares
Nesta consulta à população, o trabalho desenvolvido na área de ensino superior mereceu o destaque do bauruense. “Amo Bauru por oferecer crescimento intelectual aos jovens em muitos cursos de pós-graduação e especialização”, diz a professora universitária Cláudia Pontes.
“As universidades, principalmente USP e Unesp, marcam a cidade”, declara a estudante Nayara Norimatsu, 17 anos. Bauru é a única cidade do Interior a possuir duas universidades estaduais, além de cinco instituições privadas de ensino superior. Diretamente de Goiânia (GO), Maria Marquez de Moura, 74 anos, freqüenta a cidade para visitar o neto, o médico Sérgio Marquez Nascentes, 29 anos, que faz especialização na cidade. “Venho sempre e gosto de Bauru, há boas opções para estudos.”
A religiosa irmã Brigida Campos Cunha, 65 anos, lembra-se da ferrovia, que elevou Bauru por muito anos. “Mas agora são faculdades de ensino superior e o comércio que Bauru tem de melhor.” A funcionária pública estadual Margarete Julião, 40 anos, concorda com a importância da cidade como centro de compras, mas não esquece de seu símbolo tradicional. “Gosto muito do sanduíche Bauru.”
Aquiles Veloso, 48 anos, é técnico em mecânica e mudou-se para Bauru há 2 anos, em companhia da família. Eles vieram de Belo Horizonte a trabalho e aprovaram a cidade. “Bauru é bem ligada ao ensino superior, também aproveitei para estudar administração de empresas. É uma cidade bastante acolhedora e tranqüila.”
Para a professora Luciana Aparecida Melo, 26 anos, que também preocupa-se com as questões de segurança, seu eleito foi o Zoológico Municipal, referência no País. Opinião compartilhada pelo aposentado Noburo Yoshida, 67 anos. “A cidade também recebe muitos turistas que vêm pescar em Bauru, só faltam mais indústrias.” A saúde também não ficou de fora. Para a aposentada Ramona Torrente, 76 anos, os médicos são excelentes. “O atendimento do posto de saúde é muito bom, para mim isso é muito importante.”
A relações públicas Anauá Moreira, 32 anos, e a assistente social Joseane Chaim Berber, 22 anos, valorizam a área cultural. “Sesc e Teatro Municipal são marcos importantes”, citam as freqüentadoras. Já a estudante Ariana Ribeiro dos Santos, 21 anos, foi além. “A variedade de vida noturna é o diferencial. Tem para todos os gostos.”