Poderia existir uma lei que obrigasse os aumentos de preços a serem divulgados amplamente com pelo menos 30 dias de antecedência dos produtos oligopolizados. Isto é respeito ao consumidor. Constantemente somos surpreendidos com aumentos da noite para o dia, prejudicando sempre o consumidor que quase não tem opção. Muito do que acontece hoje é “boataria” e não uma divulgação séria e antecipada dos aumentos de preços. Acredito que estabilidade econômica permite fazer este planejamento, para que não surpreendam os consumidores. Isto é o reflexo do período de inflação, temos que mudar esta mentalidade, em respeito ao povo brasileiro.
Quero mostrar a minha indignação com os constantes aumentos nos preços dos combustíveis, pois sempre que aumenta o álcool, reflete na gasolina e vice-versa. No passado, importávamos uma grande quantidade de petróleo, cotado em dólar, para ser transformado em combustível. Nosso presidente divulgou que nesse mês de dezembro 2005 a Petrobras (empresa genuinamente brasileira, que poderia orgulhar o povo brasileiro) nos tornará auto-suficientes na produção de petróleo. Esta situação poderá nos beneficiar? Com certeza não. Mais uma vez seremos penalizados.
Concordo plenamente com a exportação do álcool para a China, para o Japão, etc, na tentativa de poluir menos o meio ambiente, mas não podemos ser penalizados pagando mais caro por esta exportação. As “notícias” dizem que, em fevereiro, o álcool custará R$ 2,00. Grande parte da população brasileira da classe média, hoje, pode adquirir o tão sonhado “carrinho” bi-combustível. Mas cuidado para que o sonho não se torne um pesadelo. Poderemos ter dificuldades de manter o carro com os constantes aumentos nas tarifas de pedágio, licenciamento, IPVA, etc. Falando em IPVA, nos últimos anos tem ocorrido do valor de nossos carro terem sido depreciados e o imposto ter se mantido constante. Estamos em época de festas, já pensou no seu “churrasquinho”, mas já notou o aumento no preço das carnes? Estou começando a entender que as coisas não aumentam, eu é que ganho pouco. Chegando ao final de mais um ano de lutas e conquistas, desejo a todos Feliz Natal e um Novo cheio de felicidades. (Edson Mitsuya - assinante do JC)