Saúde

Recordista de solidariedade

Agência Brasil
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Desde jovem, Marcos Dantas – hoje com 52 anos – sonhava construir um abrigo para crianças carentes e mendigos. “Sem dinheiro para isso, pedi a Deus que me mostrasse qual a minha missão no mundo”, lembra Marcos Dantas. Em 25 de setembro de 1990, segundo Marcos, veio a revelação: deveria doar sangue, nem que fosse necessário romper fronteiras para isso. Surgiu então o projeto “Doar meu Sangue para o Mundo”.

O projeto começou em Fortaleza (CE), em novembro do mesmo ano, para um menino doente, com suspeita de leucemia. Desde então, Marcos já percorreu 33 cidades do Brasil (todas as 27 capitais), América do Sul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Peru) e Europa – Madri, em 11 de maio deste ano. Outras 12 doações estão programadas para até 2011 e incluem Quito (Equador), Ottawa (Canadá), Maputo (Moçambique), Nova Délhi (Índia) e, por último, Camberra (Austrália).

Em todo o roteiro, Marcos calcula que já tenha sido doado mais de 73% do sangue que planejou doar. Quando chegar à Austrália, terá percorrido 45 cidades, 358 mil quilômetros e doado 22,5 litros de sangue – somente no Brasil, foram 13,5 litros e 100 mil quilômetros de peregrinação.

Coisa de louco? “Nada disso. Tenho objetivos bem claros: incentivar a doação voluntária de sangue; reverter o quadro em que a maioria dos doadores são pobres; combater a comercialização de sangue nos países onde ela acontece; levar mensagem de solidariedade; e escrever três livros que narrem as minhas experiências.” Dos três livros pretendidos, um já foi publicado: O Poder do Sangue.

Até agora, o projeto de Marcos (que é economista e assessor do Ministério da Saúde) já consumiu R$ 87 mil – grande parte bancada por sua própria conta bancária. Faltam outros R$ 120 mil. A intenção de Dantas agora é tentar ter seu nome inscrito no Livro dos Recordes.

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