Geral

Trabalho minimiza a revolta

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

O diretor de segurança e disciplina do IPA, Juarez Targino, enfatiza que quando o reeducando se ocupa com o trabalho afasta a revolta e, em seu lugar, surge a disciplina. “Eles passam a respeitar horário, o seu companheiro de trabalho, os funcionários etc”.

Para a maioria dos reeducandos, trabalhar a terra é uma atividade nova, diferente. “Cerca de 70 dos 850 reeducandos do instituto em Bauru são da Capital, onde o principal trabalho é industrial. Aqui eles exercem uma atividade nova.”

O presídio semi-aberto vai implantar um projeto para poder traçar o perfil dos presos que ocupam o IPA de Bauru. O trabalho vai permitir ainda que os reeducandos de mais periculosidade ocupem um pavilhão separado para que não mantenham contatos com aqueles que praticaram crimes de “menor potencial ofensivo”.

A informação é do diretor de segurança e disciplina. Ele frisa que não há discriminação nessa separação. “Queremos preservar aqueles que cometeram algum tipo de crime com menor potencial ofensivo. Acredito que a sociedade merece o retorno do reeducando preparado para viver em sociedade”, pondera Targino.

Para traçar o perfil, ele pretende entrevistar os reeducandos assim que der entrada no semi-aberto. “O projeto é interessante. Vamos separar os presos, aqueles que são da Capital e do Interior. Temos nove pavilhões e podemos evitar o contato e, conseqüentemente, que um possa estar ‘ensinando’ práticas delituosas para outro.”

Comentários

Comentários