Política

Entidades querem reduzir os valores do metro quadrado de imóveis pela metade

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Assenag), Marcos Wanderley Ferreira, defendeu ontem, na Câmara Municipal, que os valores do metro quadrado dos imóveis fiquem em 50% da tabela de valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para construções e 70% para terrenos. “Com isso, o valor territorial e o valor da construção não ficarão próximos ao valor venal, de comercialização”, disse.

Após criticar a administração por não convidar as entidades profissionais de engenharia para discutir a revisão da planta genérica do Imposto Predial e Territorial Urbano, Ferreira usou a tribuna da Câmara para sugerir os novos índices na tabela de edificações.

Ele falou em nome da Assenag, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sindicato dos Engenheiros, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de São Paulo (Crea-SP), Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) e Sindicato da Habitação (Secovi).

De acordo com o presidente da Assenag, as entidades de classe resolveram entrar na discussão após ter acesso à tabela de edificações. “Se tivesse sido uma tabela mais baixa, não estaríamos criando essa problemática. Isso foi criado na hora que nós vimos a tabela”, afirmou.

O engenheiro também defendeu novamente o recadastramento dos imóveis. Segundo ele, muitas construções não estão cadastradas, o que gera uma perda de receitas para o município. “A prefeitura poderia aproveitar os profissionais da Cooperativa dos Engenheiros e Arquitetos (Copea) para fazer esse recadastramento, a custo zero para o município”, disse.

Recadastramento

O líder do prefeito na Câmara, vereador Antonio Faria Neto (PDT), afirmou ontem que a prefeitura vai fazer o recadastramento dos imóveis no ano que vem. Segundo ele, isso já vinha sendo debatido e será colocado em prática. “A prefeitura vai criar um grupo para fazer o recadastramento”, disse.

Faria Neto evitou fazer críticas à Assenag, mas disse que as propostas das entidades de classe de engenheiros e arquitetos veio tarde. “Respeitamos a opinião das entidades, mas chegou fora de hora. Nós já debatemos bastante e está na hora de votar”, salientou.

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