A presença da Polícia Militar (PM) no interior da unidade de Bauru da Fundação para o Bem-Estar Social (Febem) será mais constante, praticamente semanal. A medida é uma resposta à suspeita de que familiares de internos estejam driblando a revista e aproveitando o dia de visitas para entrar com drogas e objetos proibidos.
Ontem, agentes de segurança - com o respaldo da PM acompanhada por seus cães farejadores - encontraram três invólucros de maconha, uma lasca de azulejo de 30 centímetros, uma barra de ferro e seis canetas na Febem. A suspeita é que o material tenha sido atirado de fora para dentro - pelo muro da unidade - ou entrou com visitantes, que teriam conseguido burlar a minuciosa revista, informa a assessoria de imprensa da Febem.
De acordo com o órgão, as revistas realizadas pelos agentes com a retaguarda da PM já eram rotineiras. Ocorriam sempre que o diretor, Antonio Alfredo Costela Parras, solicitava. A partir desta semana, elas ocorrerão nos dias subseqüentes às visitas, não necessariamente na segunda-feira.
Atualmente, 72 adolescentes são atendidos em Bauru pela instituição, que trabalha com capacidade completa. Mesmo assim, desde julho, época em que Parras assumiu a diretoria, um período de calmaria foi iniciado. A tranqüilidade representa alento para a unidade, que conseguiu o primeiro lugar no ranking das mais violentas do Interior do Estado de São Paulo.
A posição foi obtida no primeiro semestre deste ano, quando uma sucessão de ocorrências policiais foram registradas, como fugas, motins, rebelião e até morte de interno.