Brasília - A nota mínima para os candidatos ao programa de bolsas Universidade para Todos (ProUni), do Ministério da Educação, será de pelo menos 45 pontos de média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A informação foi dada ontem pelo ministério, no primeiro dia de inscrições para o programa, que terá ao longo deste ano 130 mil vagas em 1.080 instituições.
Apesar da nota média nacional do Enem ter caído este ano, de acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a nota dos estudantes de escolas públicas - público-alvo do ProUni - aumentou um pouquinho. “Ainda não definimos a nota de corte, mas ela não será inferior à deste ano, que foi de 45 pontos”, disse Haddad.
A nota de corte é a nota mínima que os estudantes precisam ter feito na prova - como média entre a prova objetiva e a redação - para que possam sequer ser considerados para uma das vagas oferecidas pelo programa. Abaixo dessa pontuação, o estudante é automaticamente desconsiderado para o programa.
Este ano, na primeira edição do ProUni, a nota mínima foi de 45 pontos. No entanto, na prática, só conseguiram vagas alunos que haviam feito mais de 65 pontos. A nota de corte é definida pelo MEC, mas a concorrência pelas vagas acaba elevando a média necessária.
O ministério abriu ontem a inscrições do ProUni já com a expectativa de um número recorde de inscritos. Na primeira manhã, a página do ministério chegou a sair do ar pelo excesso de candidatos tentando acessá-la. Até o início da tarde de ontem, quase 40 mil estudantes já haviam se inscrito no programa. A expectativa do ministério é que o número de inscritos para 2006 poderá passar de 600 mil, seguindo o número de pessoas que fez o Enem, 2,2 milhões, o dobro do ano passado.
Este ano foram 340 mil candidatos ao ProUni. “A diferença é que em 2005 as inscrições foram abertas sem a nota de corte. Este ano, como estamos divulgando-a antes, isso pode reduzir o número, porque alguns estudantes podem desistir antes da inscrição por não terem média”, disse Haddad.
Mas o número de vagas para 2006 também será maior, mas em duas etapas. No total, ao longo do ano serão 130 mil. Em 2005 foram 112 mil. Mas para o próximo ano a seleção será feita em duas etapas. Uma agora, para os cursos que começam em fevereiro, outra no meio do ano, para os que começam em agosto. Dessa vez, são 87 mil vagas, sendo 60 mil integrais e o restante, de 50%. Mas esse número pode mudar até o final desta semana. Algumas instituições ainda não conseguiram terminar sua inscrição no programa, mas têm até a próxima sexta-feira para fechar a adesão e oferecer suas vagas.