Política

Igrejas abrigarão creches em 2006

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru quer reduzir o déficit de cerca de 2.000 vagas de creches com a abertura de atendimento à crianças em estruturas de templos religiosos. Ontem, o prefeito Tuga Angerami (PDT) disse que a parceria será firmada com igrejas evangélicas, mas quer estender a ação para sindicatos e outras correntes religiosas em 2006.

“Será necessário que a denominação religiosa conte com o mínimo de estrutura capaz de atender módulos como uma creche. Mas vamos realizar a parceria iniciando pelas denominações evangélicas que se mostraram receptivas em reunião coordenada por um grupo de vereadores”, disse o prefeito.

A alternativa para reduzir a demanda de 2.008 crianças que precisam do atendimento na periferia hoje surgiu de uma reunião com mais de 100 pastores evangélicos organizada com a participação dos vereadores João Parreira de Miranda (PSDB), Arildo Lima Júnior (PP), Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) e Antonio Carlos Garmes (PSDB).

A administração já conta com parceria com terceiros, sobretudo entidades assistenciais. Segundo a secretária Municipal de Educação, Ana Daibem, a rede atual de serviços no segmento conta com 15 creches da prefeitura e 25 conveniadas. As unidades próprias atendem 1.436 crianças e as entidades respondem por quase o dobro, ou 2.467 pessoas.

Contudo, a lista de excedentes à espera de uma vaga ficou em 2.008 crianças no início deste ano, já eliminados do levantamento os 1.000 casos de duplicidade. “Vamos fazer um esforço para verificar junto às conveniadas quem pode ampliar o número de atendimentos hoje com acréscimo de subvenção. O restante vamos atacar com a parceria e a proposta iniciada com o segmento evangélico se mostra uma boa alternativa pela capilaridade desses templos em toda a periferia”, argumenta o prefeito.

Com a decisão de investir nas parcerias, o governo aponta que seria inviável construir 17 unidades para atender às necessidades atuais. “O ideal seria construir 17 creches para responder por essa demanda. Mas é inviável pelo custo e o tempo que levaria essa rede, onde cada módulo teria no máximo 125 crianças. As igrejas têm espaços amplos e ociosos durante o dia e muitas unidades podem receber classes”, argumenta Angerami.

A prefeitura ou vai ceder o professor para atender nesses locais ou vai assinar convênios para realizar o repasse, nos moldes do que já é feito hoje com as demais entidades. “O trabalho inicial está sendo discutido com os evangélicos que se mostraram receptivos. Mas queremos atrair sindicatos e outras denominações”, finaliza.

Uma nova reunião com o segmento evangélico está sendo marcada para este mês para apontar onde estão as demandas e quais templos podem receber módulos de creches.

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