Após um ano de estudo e pesquisa sobre a qualidade ambiental das microbacias hidrográficas de Bauru e região, os alunos e professores de escolas estaduais de 15 municípios abrangidos pela Diretoria de Ensino elaboraram 85 projetos que estão expostos no espaço cultural da instituição até hoje. O alunos e professores percorreram córregos e rios de toda a região e apontaram a erosão como um dos principais problemas ambientais.
Para apresentar os resultados, representantes das escolas estaduais envolvidas, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, de ONGs ambientais, da Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), das polícias Militar e Florestal, além de secretaria municipais de Educação e Meio Ambiente participam do 1.º Fórum “Um estudo da qualidade ambiental das microbacias: um trabalho com interescolas” que termina hoje na sede Diretoria de Ensino de Bauru.
Segundo a dirigente regional de ensino, Vera Nilce Jarussi Gomes de Sá, o objetivo do trabalho foi de apontar os problemas e buscar soluções. “Uma vez levantados os assoreamentos de rios, erosões e degradações através da vivência dos professores e alunos, vamos buscar orientação de profissionais da Unesp (Universidade Estadual Paulista) para desenvolver soluções no ano de 2006”, afirma a dirigente.
No trabalho de campo desenvolvido por escolas em Bauru, os estudantes percorreram as bacias hidrográficas do médio Paranapanema, Tietê Batalha - composta pelos rios Batalha e Bauru - e Tietê-Jacaré. “Além da erosão, os alunos constataram entulhos jogados nos rios e córregos, desmatamento, contaminação das águas e falta de planejamento urbano”, afirma o geógrafo e membro da equipe de gestão do projeto, José Aparecido dos Santos.
Mas há uma boa notícia. Os alunos constataram a revitalização de córregos, reconstrução de mananciais e despoluição de águas. Em um dos trabalhos apresentados na exposição, os alunos da escola estadual Azarias Leite, de Bauru, abordou os problemas do córrego da Água Comprida. “As obras de construção de um loteamento de casas do Jardim Colonial acabou desviando o curso do córrego e provocando erosão”, explica Santos. Os alunos fotografaram a área e também fizeram uma pintura em tela para mostrar a degradação ambiental. Em outro trabalho, alunos da escola estadual João Maringoni mostraram a sujeira e degradação do córrego Barreirinho, em Bauru.
____________________
Recuperação
Para o representante da Agência Nacional de Águas (ANA), Cláudio Antônio de Mauro, as ações para melhoria do meio ambiente precisam ser emergenciais. “Estudos demostram que, se mantivermos o mesmo ritmo no processo de destruição dos componentes da natureza, o reino da humanidade na face da terra não passa do ano 2038. A pergunta que quero fazer para os professores é se ainda temos tempo para fazer alguma coisa”, afirma Mauro.
A ANA é uma autarquia com autonomia administrativa e financeira, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente que trabalha para regular o uso das águas dos rios e lagos de domínio da União e implementar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Tem objetivo de garantir o uso sustentável da água, evitando a poluição e o desperdício.