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Famílias do Ferradura Mirim fazem fila para receber cestas básicas

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

A irmãs Leonice e Gessilda da Silva, moradoras no Ferradura Mirim, garantiram a ceia de Natal deste ano. Improvisando um carrinho de bebê para carregar os alimentos, elas levaram para casa arroz, macarrão, óleo, biscoito, queijo ralado, molho de tomate, gelatina, suco, açúcar e sal. Como as duas irmãs, cerca de 700 moradores do bairro enfrentaram uma fila que dobrou o quarteirão próximo ao projeto social que a Base Comunitária Sudeste da Polícia Militar mantém no local para receber as cestas com alimentos.

Um grupo de empresários de Bauru, que não quis se identificar, comprou os alimentos e montou as cestas. A Polícia Militar fez a entrega dos produtos e organizou a fila. Cada criança também recebeu uma bola e cada família levou para casa um panetone.

“Vou economizar o dinheiro da cesta para comprar outras coisas em casa”, conta Leonice. Seus filhos participam do projeto social desenvolvido pelos policiais militares aos sábados no bairro. “Só falta mesmo uma biblioteca e sala com computador. A gente gosta muito do projeto porque as crianças não ficam na rua”, comenta Gessilda.

O grupo de empresários já planeja atender ainda mais moradores do bairro no Natal de 2006. “Vamos fazer um cadastro das famílias carentes e mil famílias receberão as cestas no próximo ano”, conta o soldado da Base Comunitária Sudeste da Polícia Militar, João Carlos Orni de Souza, um dos responsáveis pelo projeto social no bairro.

Cerca de 6 mil famílias carentes moram no Ferradura Mirim. “Ajudar as famílias é uma maneira de aproximá-las da polícia. Por outro lado, conseguimos conhecer quais são as necessidades e problemas sociais do bairro”, diz Souza.

Danilo Ferreira Lapa retirou a cesta de alimentos para os pais e seis irmãos. “Minha mãe vai ficar contente com os alimentos”, conta. Patrícia Paula Costa tem seis filhos e também buscou a cesta de Natal. “Com esses alimentos, vamos fazer um Natal diferente”, diz Costa. Catarina Gomes Fernandes mora sozinha e não tinha previsão de fazer a ceia antes de ganhar os alimentos. “Agora que recebi a cesta, vou fazer arroz e macarrão no Natal”, planeja Fernandes.

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