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Emprego na indústria tem seu pior novembro desde 2001, aponta Ciesp

Folhapress
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São Paulo - O nível de emprego na indústria de transformação paulista registrou em novembro o pior resultado desde 2001. Em novembro, o setor cortou 14.806 postos de trabalho, o que representou uma redução de 0,75% no nível de emprego, segundo pesquisa divulgada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

O último bimestre é tradicionalmente o mais fraco do ano para a indústria. Mas o diretor do Departamento de Economia do Ciesp, Boris Tabacof, disse que o último novembro foi pior do que o esperado. “O fator sazonal pesou pouco no resultado negativo de novembro.

A queda no emprego é resultado da desaceleração da atividade econômica, que já começa a repercutir no emprego. Tabacof disse que neste ano o desempenho negativo pode ser explicado pela política monetária de juros altos combinada com o real apreciado. Além disso, segundo ele, o crédito e as exportações, que vinham sustentando o crescimento do emprego, já deram sinais de desaceleração.

Fiesp

Com metodologia diferenciada, a pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) registrou em novembro uma queda de 0,36% no nível de emprego, com o fechamento de 7.664 postos. Foi a primeira queda do ano medida pela Fiesp. Para o Ciesp, a retração foi iniciada em outubro. Uma das diferenças é que a pesquisa da Fiesp é feita a partir de dados fornecidos por 47 sindicatos patronais. Já a pesquisa do Ciesp é feita com 1.850 indústrias paulistas, que empregam 661 mil trabalhadores.

Pelo levantamento da Fiesp, a indústria acumula de janeiro a outubro uma elevação de 4,56% no nível de emprego, com a criação de 94.236 vagas. Mas a Fiesp espera por uma queda de 1,44% no emprego de dezembro. Com isso, o setor fecharia 2005 com alta de 3,12% no nível de emprego.

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