Foi mui excelente o esclarecimento espiritualista proporcionado a milhares de leitores deste JC, dado pelo amigo Riccardo Tavares. A princípio ficamos maravilhados com isso, pois alguns católicos também não aceitam essa interessante mistura e unificação de festas e missas aos santos com o umbandismo-espírita. Mas é bem diferente o não aceitar, por total desconhecimento e plena ignorância do que envolve tal assunto. E de acordo com vossa explicação, a Santa Bárbara-Iansã e Nossa Senhora-Iemanjá foram trocadas pelos católicos e espíritas-umbandistas, assim como supomos, pois sendo Iansã negra, e foi justamente a imagem negra (Nossa Senhora) que foi encontrada no rio e ela Iansã tem o poder da natureza, ocasionando uma grande pescaria aos que a encontraram; aí Iansã estaria para Nossa Senhora e não Iemanjá, ainda com as vestes branca e azul de Aparecida, paralelamente.
A atividade dos santos protetores de territórios e de pessoas (quaisquer), como S. Cristóvão, S. Terezinha, S. Onofre, S. Judas, S. Jorge e tantos outros, adorados e solicitados pelo povo, convivem sem problema com os orixás e outros deuses, conforme entendemos a explicação do sr. Riccardo, que é um bom católico e espírita aprofundado.
Mas há uma grande ressalva: um ser humano santificado por Deus, sendo cristão não recebe adoração, oferenda nem reza, nem pedido, não faz tratos, nada disso; apenas e tão somente foram exemplos de fé e de virtudes cristãs, para serem seguidos (imitados). Mas por qualquer dúvida ou questões será bem melhor adorar ou venerar uma vaca, como os hindus, por suas razões, pelo menos esta é visível, uma imagem viva, produtiva, e sem implicação com o além e com o ocultismo, a não ser pela adoração atípica. Grato!
Carlos Roberto dos Santos - RG 43.681.098