Mas nem só de pinga vive o belohorizontino (eles detestam esse adjetivo). Minas nos deu Carlos Drumond, Fernando Sabino, Oto Lara de Rezende e Paulo Mendes de Campos, os maiores cronistas que já tivemos.
Nas praias mineiras - os bares, verdadeiros Clubes da Esquina na região do bairro Savassi - nasceram o arrojo do Sepultura, o casamento perfeito do ontem e do hoje com Jota Quest, Skank, Madrigal Renascentista e Ars Nova.
Nos bairros de Santo Antonio e São Pedro bebe-se e come-se muito bem. Dizem os mineiros que é impossível passar por beagá sem conhecer a noite nesses “points”.
São bares e restaurantes em seqüência, dos mais diversos gostos e estilos.
Há o tradicional Bicho Papão; o Bar Local com churrasco e cerveja mais gelada da cidade; e o Salsa Parrilha, de misto de bar e galeria de arte. Além, claro, do Em nome do Santo, na rua Congonhas, 547, que recebe as melhores bandas da cidade.
Comer, beber e badalar é o que não falta na Capital, que recebeu, no passado, gente simples, da roça, oriunda de 853 municípios do Estado.
Essa gente de valor conseguiu dar à cidade um jeito único de ser, levando suas “quitandas” (vendas) para a metrópole e nela instalando bares, botecos, botequins e restaurantes onde continuam praticando uma das melhores gastronomias nacionais.
O sabor da comida mineira é incomparável e ele sai justamente dessas cozinhas de fogão à lenha e decoradas com cachaças, lingüiças e queijo do Serro. Frango com quiabo, costelinha com quirera e vaca atolada são apenas alguns exemplos.
A cidade ainda oferece um grande número de teatros, cinemas, casas de show e uma variada gama de atividades artísticas. Cultura é o que não falta na terra que “exportou” para outros Estados brasileiros Milton Nascimento, Skank, Flávio Venturini entre tantos outros e grupos que levam ao Exterior o melhor da dança e da música instrumental, como o Grupo Corpo, o conjunto vanguardista Uakti e o coral Ars Nova, o Giramundo, de teatro de bonecos, e o grupo Galpão, de teatro de rua.