Em um mês a população de Bauru deverá saber quais obras a prefeitura terá de executar para reabrir a ponte Ayrton Senna ao trânsito. É o tempo que a Empresa de Pesquisas Tecnológicas S/A (ETP), responsável pelo estudo para levantar como recuperar a ponte, tem para entregar o relatório. Ontem, funcionários da empresa usaram inclusive aparelho de ultra-sonografia em 20 pontos da laje e nas vigas para investigar as condições da estrutura da ponte, interditada desde janeiro de 2002.
Eles não adiantaram ao JC o que descobriram e quais obras serão necessárias, mas disseram que o concreto da ponte está em boas condições. Para fazer os testes, a ponte, fechada para veículos há três anos, também foi interditada para pedestres, bicicletas e motocicletas.
Em outro teste, o solo ao redor da ponte, numa profundidade de até 20 metros, foi coletado para análise. Com o resultado, a empresa saberá se o terreno é arenoso ou argiloso e quanto peso a base de concreto agüenta. Usando outro aparelho, todas as vigas de concreto foram testadas no que diz respeito à dureza do concreto. Todos os testes foram tabulados e seguem normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Com base nos dados coletados durante os testes, a empresa fará o relatório final.
A ETP também entregará o projeto dos aterros das cabeceiras da ponte no mesmo prazo. A empresa receberá R$ 49,5 mil pelo serviço. Com o relatório em mãos, a prefeitura vai decidir se há haverá licitação para a reforma na ponte ou se os próprios funcionários municipais executarão o trabalho.
Prejuízo
Os moradores e pessoas que trabalham no Núcleo Mary Dota e Distrito Industrial 1 aguardam a abertura da ponte, que liga os dois bairros. “A obra já deveria estar terminada”, desabafa o ajudante geral, Roberto Moreira. “À noite, sem iluminação, a ponte fica muito escura e perigosa”, diz o funcionário de uma indústria, Cícero Francisco Nascimento Cardoso. Desde que foi interditada, a ponte já passou por reparos, mas ainda não oferece segurança para o trânsito.