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Chuvas causam mortes em Minas

Por Paulo Peixoto | Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

Belo Horizonte - As fortes e intensas chuvas que atingem todo o Estado mineiro causaram sete mortes na madrugada de ontem. Seis pessoas morreram em uma única região, o Vale do Aço. Uma criança também morreu soterrada em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha. Desde 3 de novembro, a Defesa Civil contabiliza 12 mortos em conseqüência da atual temporada de chuvas em Minas Gerais. As chuvas se intensificaram nos últimos seis dias. Desde o sábado, o Corpo de Bombeiros e as equipes da Defesa Civil estão trabalhando ininterruptamente.

As polícias rodoviárias Estadual e Federal estão alertando os motoristas para a situação ruim das estradas. Três trechos de rodovias estão interrompidos total ou parcialmente. Ipatinga, Timóteo e Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, registraram mortes, ferimentos e pessoas desabrigadas. Em Timóteo, duas crianças que viviam na Ocupação do Limoeiro, um local da periferia habitado por sem-tetos, morreram soterradas. Os irmãos Warley Flávio, 9 anos, e Felipe Flávio da Silva, 10 anos, dormiam dentro do barraco atingido pela queda de um barranco.

No bairro do Limoeiro, que foi alagado pelas águas e continuava ilhado na tarde de ontem, foi encontrado o corpo de José de Brito Souza, 65 anos. Segundo a Polícia Militar, a causa da morte dele teria sido por afogamento. A Prefeitura de Timóteo decretou situação de emergência e montou postos de arrecadação de colchões, alimentos, agasalhos, cobertores e roupas. Cerca de cem famílias (400 pessoas, aproximadamente) ficaram desabrigadas. Em Coronel Fabriciano, foram mais duas mortes por soterramento em dois bairros da cidade.

O corpo de João Gonçalves de Lima, 44 anos, foi encontrado pela manhã. À tarde, as equipes de resgate localizaram o corpo do jornalista Antônio Carlos Pinheiro Gomes, 52 anos. Ambos dormiam quando as casas em que viviam foram atingidas por deslizamentos de terra. Em Ipatinga foi registrada a morte por soterramento da dona-de-casa Maria Feliciano Alexandre.

A sétima morte registradas pela Defesa Civil, confirmada no início da noite de ontem, foi de uma criança em Padre Paraíso (a 546 km a nordeste de Belo Horizonte). Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), desde outubro, quando teve início o período chuvoso, já foram registradas 1.627 pessoas desabrigadas e outras 4.189 desalojadas (tiveram que sair temporariamente das suas casas).

Cratera

No início da madrugada de ontem, as chuvas causaram a abertura de uma enorme cratera na rodovia federal (BR-262) que liga Vitória à região oeste de Minas Gerais. O buraco, segundo a Polícia Rodoviária Federal, tem 35 metros de comprimento e 12 metros de profundidade. Ele está no trecho da rodovia localizado em Nova Serrana (133 km a oeste de Belo Horizonte), cidade que teve várias ruas alagadas.

A água atingiu lojas, fábricas de calçados e casas. No momento da abertura da cratera, trafegava pelo local um caminhão que transportava 45 mil litros de óleo diesel. O veículo desceu com a estrada, mas o motorista não se feriu. Em seguida, ao menos mais um caminhão caiu dentro da cratera, também sem causar ferimentos ao condutor.

Mais dois trechos de rodovias federais estão com o tráfego interrompido para caminhões e ônibus. Um é na BR-262, na saída de Belo Horizonte para Vitória. O outro é na BR-135, próximo a Curvelo, que liga a BR-040 ao norte de Minas. A estrutura das pontes nesses locais, por causa das cheias dois rios, estão ameaçadas. Só é permitido o tráfego de veículos pequenos.

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Espírito Santo

São Paulo - Sete municípios enfrentam problemas no Espírito Santo em decorrência das fortes chuvas dos últimos dias. A região metropolitana de Vitória e a parte sul do Estado foram as regiões mais atingidas pelas águas. Cinco pessoas, entre elas uma criança, ficaram levemente feridas. Em todo o Estado, havia 180 pessoas desabrigadas e 1.319 desalojadas até o fim da tarde de ontem.

Segundo o balanço parcial da Defesa Civil do Espírito Santo, dez casas foram destruídas, e 157, danificadas. As enxurradas derrubaram ainda 58 pontes e deterioraram outras 330. As chuvas trouxeram prejuízos ainda para 468 quilômetros de estradas vicinais, a maioria sem pavimentação. Em geral, essas vias ajudam a interligar o centro ao interior dos municípios, auxiliando no escoamento de produtos agrícolas e no transporte de crianças às escolas.

Em Cachoeiro do Itapemirim, o decreto de situação de emergência já foi homologado pela Defesa Civil do Estado. Os municípios de Iconha, Guaçuí, Itapemirim, Mantenópolis, Vargem Alta e Ibitirama aguardavam a homologação.

Folhapress

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