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Quércia pode concorrer ao governo

Folhapress
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São Paulo - Dizendo-se, agradavelmente, surpreso com a liderança na pesquisa Datafolha para o governo do Estado de São Paulo, o peemedebista Orestes Quércia admitiu ontem a possibilidade de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Quércia disse que pretendia esperar até março para decidir-se sobre a candidatura, mas reconheceu que a pesquisa pode precipitar seu lançamento. “Pretendia esperar até março. Mas isso era antes da pesquisa.

As circunstâncias estão me empurrando para a disputa.” Presidente do PMDB no Estado, Quércia concordou com a análise do diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, segundo a qual muitos eleitores declaram voto a ele por exclusão. “Há muitos insatisfeitos com o PT e com o PSDB”, ponderou. Quércia atribui, no entanto, sua liderança à coerência das críticas à política econômica, “seja no governo FHC ou no governo Lula”. Embora se diga surpreso com a escolha, Quércia tem acompanhado, com pesquisas, a evolução dos votos no interior.

A surpresa foi ter derrotado Fernando Henrique Cardoso. “Na última pesquisa, eu já tinha 30%. Mas o Fernando Henrique não foi incluído”, contou Quércia. Segundo ele, o índice de intenção de votos no ex-presidente vem caindo nos últimos dois meses. “O que a gente não esperava era ter batido Fernando Henrique”, disse o deputado estadual Jorge Caruso, lembrando que, em recente pesquisa, em 20 cidades da região de Rio Claro, o ex-presidente ainda estava na frente.

Em outra, sobre o potencial de transferência de votos, era a ex-prefeita Marta Suplicy quem lideraria a disputa. “Aquela pesquisa estava errada. Veio distorcida”, comentou Quércia, confidenciado o quanto trabalha com afinco pela eleição.

Sem ocupar o noticiário nacional, Quércia tem dedicado pelo menos dois fins de semana por mês à campanha no Estado. O peemedebista aparece em boa parte do tempo de TV do partido no Estado. Também apareceu, durante um minuto, no programa partidário exibido em rede nacional. Apesar do discurso, Quércia afirmou que não pode dizer que é o candidato do partido.

Para Quércia, vai depender mais do cenário nacional. O PMDB é a “noiva” da vez de petistas e tucanos para as eleições presidenciais, e a atual legislação eleitoral obriga uma reprodução das alianças nas outras instâncias de disputa.

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